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Séries e TV
Crítica

Brutal e visceral, Invencível atinge o ápice em sua quarta temporada

Série do Prime Video aumenta a escala de todas as formas

Omelete
3 min de leitura
22.04.2026, às 18H59.
Brutal e visceral, Invencível atinge o ápice em sua quarta temporada

São poucas as séries, animadas ou não, que podemos dizer que melhoram a cada temporada. É normal alguns percalços pelo caminho, como escolhas narrativas equivocadas ou a famosa “barriguinha” que muitas produções com vários episódios acabam acumulando. No caso de Invencível, sucesso absoluto no Prime Video, chega a ser impressionante como a história melhora a cada novo ano — e o ápice parece ter sido atingido em sua quarta temporada.

Após o encontro traumático com Conquista (Jeffrey Dean Morgan) no final do terceiro ano, Mark Grayson (Steven Yeun) começa a quarta temporada totalmente sobrecarregado. A noção de que talvez seja necessário quebrar sua regra de nunca matar alguém para salvar o planeta e as pessoas que ama o colocam na posição mais desconfortável desde o início da série. Depois de Nolan (J.K. Simmons), a confiança no herói Invencível cai a cada aparição de um novo viltrumita, e Mark carrega sozinho a culpa por cada desastre.

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Diferente dos anos anteriores, a quarta temporada diminui as “aventuras paralelas” para focar em apenas um grande arco conforme os episódios avançam. Isso aumenta ainda mais a conexão do espectador com a narrativa da vez, deixando de lado a necessidade de lembrar detalhes de uma subtrama escanteada ou de heróis/vilões que aparecem esporadicamente. O foco aqui é o início da guerra contra as forças de Viltrum, e a escala de perigo cresce exponencialmente. Principalmente com a chegada de Thragg (Lee Pace), o grande vilão da história.

Por mais que o protagonista seja conhecido por apanhar até demais, os combates nesta temporada são tão brutais quanto viscerais. O receio de perder personagens queridos nos acompanha o tempo todo, o que torna a missão de fugir de spoilers dos quadrinhos ainda mais difícil. E os perigos mortais não se resumem a Mark, colocando Nolan e até Oliver (Christopher Convery) no olho do furacão.

A figura de Thragg, sobretudo imponente, representa uma grande virada em Invencível. Todos os caminhos e provações de Mark o trouxeram a este encontro, que entrega a explosão e dramaticidade que se espera de um confronto com um grande vilão. Mas Thragg não é só o clássico antagonista com ânsia de poder: Robert Kirkman criou um personagem tridimensional, com medos e angústias próprios, que potencializam suas ações até mesmo quando ele incrivelmente pende para a misericórdia. 

Do lado dos mocinhos, Nolan e principalmente Debbie (Sandra Oh) ganham ainda mais força nesta temporada. O alto número de personagens da série nem sempre beneficiava tramas paralelas de coadjuvantes, mas os pais de Mark expõem todas as camadas que ganharam ao longo do tempo com diálogos e confrontos ácidos, e não menos impactantes.

De todas as formas, a quarta temporada de Invencível representa um crescimento absoluto em qualidade em comparação com as anteriores, um feito que parecia improvável de acontecer sem os percalços já citados. Com cerca de metade das histórias dos quadrinhos de Kirkman adaptados, fica a expectativa de que o futuro de Invencível seja tão glorioso quanto o confronto final entre a Resistência e os viltrumitas.

Nota do Crítico

Excelente!

Invencível

Criado por: Robert Kirkman
Onde assistir:
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