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Séries e TV
Crítica

Eu Vou Te Encontrar, da Netflix, não é perfeita, mas é difícil de largar

Adaptação do livro de Harlan Coben tem mistério intrigante, perseguição sem sentido, ritmo de novela e é irresistível

Omelete
3 min de leitura
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25.06.2026, às 19H33.
Eu Vou Te Encontrar, da Netflix, não é perfeita, mas é difícil de largar

A obra de Harlan Coben virou um celeiro de dramas criminais de alta audiência para a Netflix. Não Fale Com Estranhos, Fique Comigo, Que Falta Você Me Faz são apenas alguns dos exemplos. A mistura de casos familiares com mistérios aparentemente complexos é a marca registrada do autor que virou figurinha carimbada no catálogo do streaming. A adaptação da vez é Eu Vou Te Encontrar, que traz todos os elementos das séries baseadas no texto de Coben, mas adiciona uma pitada de perseguição que a torna levemente diferente das demais - e ainda que não seja a melhor de todas, segue a cartilha de segurar o espectador até o fim sem esforço.

A história gira em torno de um homem (Sam Worthington) que é condenado pelo assassinato do filho. Cinco anos depois de ser preso, movimentações fora da cadeia mostram que talvez ele não só não seja o culpado, como o filho pode estar vivo. Com a ajuda da cunhada, vivida por Britt Lower (Severance), ele começa uma caça aos verdadeiros culpados, se envolve com a máfia irlandesa e, claro, segue em busca do próprio filho. Milo Ventimiglia, Jonathan Tucker e Clancy Brown completam o elenco que está recheado de rostos reconhecíveis e atuações pouco memoráveis.

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O que faz Eu Vou Te Encontrar, digamos, especial é a forma como ela se assume como uma novela, um gênero dramático de resolução rápida, simples e com foco específico em um conflito (o mistério do filho), enquanto se aventura em uma narrativa de perseguição criminal. A segunda tentativa não funciona à perfeição, mas dá o ritmo necessário para que os episódios não soem como mais um drama familiar enfadonho. Worthington é, de novo, um pai de família que foge da família, briga com policiais e, no fim do dia, tem o papel de herói injustiçado - agora com toques de fugitivo da lei, o que dá um quê ao carisma terreno do ator.

Essa mistura funciona até o terço final, quando o roteiro exagera nas inacreditáveis coincidências e lapsos de atenção de todos os personagens em tela. A polícia não acha ninguém, as pistas surgem do nada e a resolução vem à galope. Se desde o minuto um fosse assim, nenhum problema, a questão é que os dois primeiros terços da série são mais lentos devido ao drama que é construído, e bem construído - aí, quando convém, a série acelera as coisas. 

Mas como isso se torna positivo no fim das contas? A resposta ao mistério em si é surpreendente e é apresentada tão rápido que é impossível não se chocar. E, de novo, entre tantas produções medíocres e um mar recheado de coisas que não entretêm, Eu vou Te Encontrar não vai ficar na memória de ninguém, mas nunca parece também que desperdiçou o tempo de alguém.

Nota do Crítico

Eu Vou Te Encontrar

Criado por: Robert Hull
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