Billions - 3ª Temporada

Séries e TV

Crítica

Billions - 3ª Temporada

Série transforma personagens e abre espaço para novas histórias

Thiago Romariz
11.07.2018
14h35
Atualizada em
11.07.2018
15h11
Atualizada em 11.07.2018 às 15h11

As duas primeiras temporadas de Billions focaram na relação de Bobby e Chuck. A disputa entre o empresário e o agente da justiça american rendeu vários bons episódios e alguns diálogos interessantes entre Paul Giamatti e Damian Lewis. No terceiro ano, os roteiristas Brian Koppelman, David Levien e Andrew Ross Sorkin perceberam que o embate da dupla não seria suficiente para outros capítulos e decidiram explorar mais o ambiente em que ambos vivem, assim como os personagens que o circundam. E apesar dos altos e baixos, a série consegue sair com um saldo positivo ao final da temporada.

Ross Sorkin e cia decidiram colocar a dupla de protagonistas nas situações mais adversas possíveis. Bobby e Chuck enfrentam as consequências negativas de qualquer plano arquitetado e, consequentemente, carregam família e amigos nos embróglios. Devido às péssimas decisões da dupla, por vezes nota-se uma descaracterização da onipotência do duo. Constantemente, eles são derrotados pelo acaso ou por novos personagens que surgem no jogo. O começo da terceira temporada de Billions é a menos glamourosa de todas elas até aqui.

Ainda que perca a essência no início, a série dá espaço de sobra para novos personagens começarem a tomar espaço e imprimir humor, romance e até um suspense caricato em alguns momentos. Asia Kate Dillon, a Taylor, rouba a cena ao lado de David Costabile, o Waggs, e Jeffrey DeMunn, o Rhodes pai. O trio toma conta das ações e absorve com essa mistura de gêneros as novidades sugeridas pelo roteiro. Cenas como a do "funeral" de Waggs e o pós-discurso de premiação do Rhodes pai mostram como o texto, e os diretores, conseguem aproveitar bem as mudanças de humor sugeridas pelas situações absurdas implantadas nessa temporada.

A reta final guarda uma série de surpresas, mas dá voltas para resumir a trama no que Billions faz de melhor: ludibriar e encantar o espectador com cenas e personagens dúbios. O crescimento de Taylor é símbolo disso, assim como a inclusão do mafioso vivido por John Malkovich, que traz a tona novas facetas de Axelrod. Ao dar tanto espaço e descaracterizar tanto seus protagonistas, era de se esperar que Billions perdesse a força. No entanto, a boa escolha de coadjuvantes e as reviravoltas fazem com que o interesse se mantenha e que, mesmo com tais mudanças, a série continue a ser sobre encontrar os meios para um fim glorioso. Independente do que eles farão com que está ao redor.

Nota do Crítico
Ótimo