Batwoman

Créditos da imagem: CW/Divulgação

Séries e TV

Crítica

3º ano de Batwoman não surpreende, mas satisfaz com agilidade e arcos sólidos

História bem resolvida de Alice e desenvolvimento dos protagonistas garante diversão da temporada

Omelete
2 min de leitura
Nico Garófalo
08.04.2022, às 15H44

Após uma melhora considerável em sua segunda temporada, Batwoman entrou em seu terceiro ano com uma base segura para trabalhar seus personagens, agora já bem estabelecidos dentro do Arrowverse. Mantendo uma fórmula básica de “monstro da semana”, os episódios guardam poucas surpresas nas aventuras heróicas de Ryan (Javicia Leslie) e equipe, mas desenvolvem os protagonistas da série para além dos arquétipos estabelecidos nos dois primeiros anos.

Enquanto a própria Ryan cresce em seu papel como a Cavaleira Escarlate, Luke (Camrus Johnson) deixa de ser resumido ao seu posto de gênio tecnológico, com seu trabalho como Batwing ajudando-o a superar traumas e a compreender melhor seus limites físicos e mentais. Já Mary (Nicole Kang) rouba atenções com sua repentina virada para a vilania, arco que, de certa forma, compensa o descarte que sofreu no segundo ano e a fixa de vez como parte indispensável da nova batfamília.

Mais uma vez, Alice é dona do melhor arco da temporada - e um dos melhores desses 10 anos de Arrowverse. Pelo terceiro ano consecutivo, Rachel Skarsten transforma a vilã em uma personagem hipnotizante e sua busca por redenção se desenrola de forma natural, com idas e vindas que garantem emoção e até certa imprevisibilidade ao novo ano.

O ritmo é outro grande trunfo da temporada. Mesmo que um ou outro episódio sejam mais lentos que o restante, a estrutura de “caso da semana” fez com que o desenvolvimento dos personagens acontecesse com agilidade, mas com cuidado o bastante para que nada parecesse apressado. Com apenas 13 episódios, o terceiro ano encerra seus arcos sem enrolação, algo raro em produções da TV aberta norte-americana.

O grande problema de Batwoman é, mais uma vez, o uso frequente de antagonistas do Batman. Enquanto não é nenhum absurdo usar um ou outro membro da icônica galeria de vilões do Homem-Morcego, focar em novas versões desses antagonistas faz com que seja difícil imaginar a heroína saindo da sombra deixada por Bruce Wayne, especialmente depois que a série transforma Marquis (Nick Creegan) no novo Coringa.

A cansativa necessidade da CW de transformar quase todas as suas histórias em grandes casos de família também tem um impacto negativo nesta terceira temporada. Por melhor que tenha sido o período que Mary encarnou a Hera Venenosa, essa trama - assim como a do novo Coringa - acabou prejudicada por seu final previsível e já padrão nos programas dramáticos da emissora.

Essa previsibilidade poderia ser ainda mais prejudicial a Batwoman, não fosse o bom trabalho de seu elenco e equipe. Em uma crescente cada vez mais evidente, a série vai se tornando uma parte empolgante do Arrowverse e ocupando um lugar que parecia inalcançável após seu começo conturbado em 2019.

Batwoman
Encerrada (2019-2022)
Batwoman
Encerrada (2019-2022)

Criado por: Caroline Dries

Duração: 3 temporadas

Nota do Crítico
Ótimo

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