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Como criadores protegeram o legado de The Big Bang Theory em nova série

Stuart Não Consegue Salvar o Universo é o novo spin-off da franquia

Omelete
3 min de leitura
24.07.2026, às 06H00.
Como criadores protegeram o legado de The Big Bang Theory em nova série

Quando você pega uma das séries de comédia mais bem-sucedidas da história da televisão e resolve transformar um de seus personagens secundários em protagonista de uma aventura de ficção científica com multiverso e efeitos especiais, surgem dois desafios que poderiam, em tese, se anular mutuamente. Você precisa construir algo genuinamente novo. E ao mesmo tempo, precisa não destruir o que as pessoas amam no original. Em entrevista exclusiva ao Omelete, Chuck Lorre, Bill Prady e Zak Penn, criadores de Stuart Não Consegue Salvar o Universo, spin-off de The Big Bang Theory, explicaram como a nova série tentou resolver esse paradoxo.

A resposta de Bill Prady foi direta e reveladora: o coração da comédia nunca mudou. "O que sempre funcionou é o personagem. São os personagens terem um ponto de vista distinto, não serem prestáveis uns com os outros, não serem adequados para o que quer que seja que estejam tentando fazer. É aí que você consegue a comédia." Em outras palavras: Stuart continua sendo o Stuart. Azarado, bem-intencionado, cronicamente inadequado para a situação em que se encontra. A única diferença é que agora a situação envolve o colapso do universo.

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Para Chuck Lorre, o que mudou foi a escala dos riscos e consequentemente a escala das apostas cômicas. "Em The Big Bang Theory, o enredo era 'como vamos conseguir o jantar?'. Os riscos aqui são muito maiores. E em todas as páginas do roteiro eu buscava o riso. Alto e forte". Quanto maiores são os riscos narrativos, mais difícil é arrancar o riso genuíno que ele busca. A comédia que emerge de um apocalipse multiversal precisa ser tão imediata e involuntária quanto aquela que emergia de um apartamento em Pasadena. Tecnicamente, é um desafio diferente de qualquer coisa que Lorre havia feito antes.

Zak Penn, que chegou ao projeto com um currículo construído em ficção científica e grandes franquias, enfrentou o lado oposto do mesmo problema. "Entrar em algo onde todos os atores conhecem seus papéis tão bem foi incrível", disse ele. "Nenhum dos problemas que você normalmente tem, como as pessoas tateando o que vão fazer, estava lá."

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O desafio para Penn foi o inverso: aprender a respirar no ritmo de comédia de uma equipe que o domina há décadas. "Pegar o ritmo da comédia foi algo que eu tive apenas que ouvir muito para entender."

O que Stuart Não Consegue Salvar o Universo parece ter construído, portanto, é uma espécie de divisão de trabalho criativo: Penn trouxe a arquitetura do mundo novo, Prady e Lorre garantiram que o DNA cômico da franquia sobrevivesse à viagem. O resultado é uma série que, nas palavras de Prady, parte sempre do mesmo ponto de partida: o que seria engraçado? E só depois pergunta o que pode fazer com um universo cheio de efeitos visuais e versões alternativas de personagens conhecidos. A ordem importa. A comédia vem primeiro.

Na história, o personagem Stuart Blossom, é encarregado de restaurar a realidade após um dispositivo feito por Sheldeon e Leonard causar um apocalipse. A série chega em 23 de julho na HBO Max. Saiba mais sobre a produção aqui. 

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