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Contrato entre atores e estúdios termina hoje - e tensão em Hollywood cresce

Sindicato de atores não se movimenta em direção a greve, mas estúdios deixam produções em suspenso

EF
30.06.2008, às 12H00.
Atualizada em 12.11.2016, ÀS 16H03

Expira hoje o contrato de trabalho entre os atores e os estúdios de Hollywood e a situação continua tão tensa e indefinida quanto antes. Embora descontente com a oferta dos estúdios, o sindicato dos atores não iniciou qualquer movimento para pedir aos seus associados que votem por uma greve. Igualmente descontente com as exigências dos atores, os estúdios não apresentaram uma proposta final e taxativa.

A partir de hoje, os estúdios podem impedir os atores de trabalhar por não terem o apoio de um contrato de regulamentação do trabalho.

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A situação é pior para a grande maioria dos atores, que não são astros e dependem dos valores, limites e condições determinadas pelo contrato para continuar trabalhando e sobrevivendo. A paralisação dos trabalhos, causada pela indefinição, também atinge com força o pessoal técnico, eletricistas e pessoal de iluminação, carpinteiros e construtores de cenários além de fornecedores de material e suprimentos.

Espera-se que a situação atrase o início das próximas temporadas de TV e prejudique as filmagens de alguns longas. Entre os títulos que sofrem com uma paralisação estão Anjos e Demônios, com Tom Hanks, e Nottingham, com Russell Crowe, cujas filmagens devem começar nas próximas semanas. Lorenzo di Bonaventura, produtor de Transformers: Revenge of the Fallen, informou que a produção se preparou para uma possível greve dos atores. Caso o movimento aconteça, o tempo será utilizado para adiantar os efeitos especiais.

O principal motivo para um acordo não ter sido fechado é a insistência do SAG em obter melhores pagamentos pela venda de DVDs e controle sobre a utilização de trabalhos online. A maioria dos atores não é contrária às reivindicações, mas considera que não vale a pena perder trabalho por isso. Neste momento uma greve é vista como um entrave econômico que pode diminuir ainda mais a quantidade de produções, e, portanto, de trabalho, além de afastar o público.

Enquanto Los Angeles segura o fôlego à espera de uma solução, o presidente do SAG, Alan Rosenberg (marido de Marg Helgenberger, atriz de CSI) divulgou uma declaração dizendo que qualquer discurso sobre greve é um instrumento para distrair os atores para longe dos pontos importantes em negociação. Por sua vez, os estúdios programaram para hoje a publicação de um anúncio na Variety e no Hollywood Reporter onde dizem ter fechado quatro acordos trabalhistas e incentivando os atores a aceitar uma proposta. Na opinião dos estúdios, o SAG está atrasando as negociações até o dia 8, data em que a AFTRA deve votar seu acordo, e colocando os interesses políticos acima dos interesses dos trabalhadores.

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