Séries e TV

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Conferimos 17 novas séries de TV da temporada 2007/2008

Bionic Woman, Reaper, Chuck, Gossip Girl... várias novidades das telinhas comentadas

Matt Lynch - Collider.com
07.10.2007
21h00
Atualizada em
05.11.2016
00h04
Atualizada em 05.11.2016 às 00h04

Nossos parceiros do Collider já conferiram boa parte das novidades da temporada 2007/2008 de séries nos Estados Unidos. Confira agora opiniões sobre alguns dos principais novos programas que estão chegando às telinhas por lá e que devem aparecer no Brasil a partir do mês que vem:

NBC

Mulher Biônica (Bionic Woman)

None
Bionic Woman

Journeyman

None
Journeyman

New Amsterdam

None
New Amsterdam

Chuck

None
Chuck

Life is Wild

None
Life is Wild

Cane

None
Cane

Aliens in America

None
Aliens in America

Gossip Girl

None
Gossip Girl

Life

None
Life

Viva Laughlin

None
Viva Laughlin

The Big Bang Theory

None
The Big Bang Theory

Reaper

None
Reaper

Back To You

None
Back To You

Bionic Woman

Do que se trata? Uma "reinvenção" do clássico setentista. Uma garota recebe partes robóticas depois de um terrível acidente e vai trabalhar para o governo. Uma mistura de Robocop com A Assassina.

O que é bom? A atriz principal Michelle Ryan é um colírio. Katee Sackhoff, de Battlestar Galactica, é a vilã. Tem uma cena boa de briga entre as duas no finalzinho e alguns bons efeitos especiais.

O que não presta? Quase todo o resto. O programa tem cara de barato, especialmente por tratar-se da grande aposta da emissora para a temporada. E a trama é batida demais - você já viu tudo o que está sendo apresentado ali em um sem-fim de séries. Sem falar que as personagens tomam atitudes absurdas, apenas pelo bem da história.

Será um sucesso? Talvez. Eu não gosto de Heroes pelos mesmos motivos e tudo isso foi irrelevante para o grande público. Mas não sei... mesmo os fãs de Heroes e Battlestar devem se decepcionar com Bionic Woman.

Leia mais sobre a série

Life

Do que se trata? Damian Lewis (Band of Brothers) vive um policial acusado de triplo homicídio. Ele passa 12 anos na prisão, onde é torturado pelos outros prisioneiros. Até que é libertado, com base em evidências geradas através de nova tecnologia de DNA. De volta à polícia como detetive de homicídios, ele tenta recuperar sua vida e descobrir quem o colocou na prisão.

O que é bom? Lewis é um ótimo protagonista. As idéias centrais da série - ele ser um detetive que desconhece as novas técnicas e sua transformação num esquisitão-zen na prisão - são boas. Apesar de parecer estranho que o sujeito tivesse seu antigo emprego de volta e, pior, o aceitasse.

O que não presta? É tudo interessante, mas há tantos seriados de detetive por aí que Life pode ter problemas em seguir adiante. De qualquer maneira, pretendo acompanhar o programa.

Será um sucesso? Provavelmente não. A série não tem grandes diferenciais em relação à concorrência e o gênero está em declínio.

Journeyman

Do que se trata? Kevin McKidd (Roma) interpreta um repórter que, inexplicavelmente, salta para o passado e futuro. Ele não sabe por quê faz isso, mas aparentemente precisa ajudar pessoas do passado. É uma grande cópia de Quantum Leap.

O que é bom? McKidd está ótimo nesse papel que exige pouco.

O que não presta? Todo o resto. O programa é uma enorme clicheria e martela o tempo todo na idéia de fazer piada com momentos do passado recente.

Será um sucesso? De jeito nenhum. Tudo isso já foi visto várias vezes e o roteiro é capenga. Junte a isso a refilmagem de Life on Mars que está em produção e os parelelos óbvios com Quantum Leap e você tem uma receita de desastre.

Chuck

Do que se trata? Do mesmo criador de The O.C., Chuck é sobre um sujeito, Chuck, que trabalha para uma empresa de assistência técnica de computadores. O que ele não sabe é que seu melhor amigo na faculdade é um superespião desertor que secretamente implantou cada um dos maiores segredos dos Estados Unidos no cérebro dele.

O que é bom? Honestamente, é divertidíssimo. E a ação é muito boa, superior à grande maioria dos programas do gênero na TV. E não é "bonitinho" demais, apesar de seu uma fantasia que beira o absurdo. Chuck tenta também manter-se ancorado à realidade o máximo possível, ao mesmo tempo mandando ver nas maluquices. Pra completar, Adam Baldwin como um vilão é bem engraçado.

O que não presta? A premissa é um pouco brega. Coisa de show dos anos 1980, como SPIES, com George Hamilton. E não há uma trama sólida de fundo, pelo menos por enquanto. Mas pessoalmente prefiro séries assim, ainda mais depois que todas as emissoras se deram mal ano passado ao tentar copiar Lost e seu longos arcos.

Será um sucesso? Espero que sim. É entretenimento puro. Pense em Alias com mais piadas e menos choradeira.

CBS

The Big Bang Theory

Do que se trata? Uma comédia desbocada e superficial sobre dois supernerds e seus amigos supernerds. Eles têm uma vizinha loira gostosona. E é só.

O que é bom? Nada. Nem um pouco engraçado. O texto tenta fazer graça com masturbação e escatologia...

O que não presta? A maior ofensa é que os personagens, nerds, obviamente foram escritos por gente que não têm uma célula nerd sequer no corpo. Eu fiquei até ofendido. Afinal, alguns de nós têm vidas sociais, namorados ou namoradas e conseguem ter conversas além de tecnologia ou continuidade de ficção científica. Esse estereótipo já era. Além disso, a tal "loira gostosona" é bem chatinha e, também, estereotipada. O personagem principal é louco por ela, o que não faz sentido, já que ele não consegue sequer iniciar uma conversa. Ah, e tem um valentão que gosta de abaixar as calças dos nerds. Sério.

Será um sucesso? Ummmm... não.

Cane

Do que se trata? Jimmy Smits vive o herdeiro adotado de uma família investidora em cana-de-açucar em Miami. Telenovelesca e metida a Dallas, mas com latinos.

O que é bom? Na verdade é bem melhor do que fiz parecer acima. Smits é sempre bom e o elenco de apoio é excelente, incluindo Hector Elizondo, Nestor Carbonell (Lost), Lee Tergesen (Oz) e Polly Walker (Roma). Definitivamente tem potencial e assunto para várias temporadas.

O que não presta? É bem previsível. A maioria das situações é reciclada de outros programas (melhores, vale dizer). Cane lembra um pouco um programa que durou pouco chamado Kingpin, mas sem as drogas. O programa tem também umas forçadas no sentido de querer mostrar "veja como a série é adulta", mas não funciona.

Será um sucesso? Provavelmente não. Mas eu suspeito que as coisas possam esquentar. O problema é que o episódio-piloto não é lá tão empolgante e não dá aquela ansiedade por uma continuação. No ano passado uma série foi cancelada por mais ou menos os mesmos problemas, Smith, também da CBS. Simplesmente não encontrou seu público suficientemente rápido para justificar uma continuidade.

Viva Laughlin

Do que se trata? Baseada numa série da BBC chamada Blackpool, Viva Laughlin é sobre um cara que abre um cassino novo numa pequena cidade de Nevada. Ah, esqueci de dizer que é um musical!

O que é bom? Meu Deus... adorei esse programa! Se alguém me dissesse que a CBS faria uma versão norte-americana de uma série britânica "interessante, mas não sensacional" e que os personagens começariam a cantar sem aviso eu pensaria "desastre certo". Mas o resultado é um dos melhores pilotos da temporada, algo que só consigo classificar como "milagroso".

Mas vale avisar aos céticos que não são canções originais. São todas músicas pop dos últimos 40 ou 50 anos. "Viva Las Vegas" ou "One Way or Another", do Blondie, estão entre elas. E os personagens não dublam ou cantam versões novas - eles cantam por cima das originais, então você ouve as duas vozes ao mesmo tempo. É interessante.

O elenco também é ótimo. Lloyd Owen, um ator britânico com uma longa carreira, vive o personagen principal e tem o equilibrio certo entre confiança e medo. E, sei lá como, eles conseguiram Hugh Jackman para interpretar o vilão! E Melanie Griffith também aparece como uma femme fatale acabada.

Viva Laughlin é meio ridículo e totalmente divertido. Me lembrou das primeiras temporadas de Nip/Tuck, antes da série ficar pretensiosa.

O que não presta? Diabos, sei lá... adorei!

Será um sucesso? Nunca!!! Só aberrações televisivas como eu vão querer mais desse programa. E mesmo algumas dessas pessoas jamais admitirão que o assistem. Ficarei surpreso se os quatro episódios que já estão prontos forem exibidos.

FOX

The Sarah Connor Chronicles

A grande atração da emissora já foi analisada aqui.

The Rules for Starting Over

Do que se trata? Craig Bierko vive um sujeito recém-divorciado tentando reencontrar seu caminho.

O que é bom? Bierko é um ator subestimado e seu carisma é enorme. Rashida Jones, de The Office, vive sua melhor amiga e embeleza a telinha todas as vezes que aparece. E há alguma diversão com um macaco...

O que não presta? O resto. As situações vão de piadas recicladas sobre relacionamento a humor estúpido sobre partes pudendas. Sim, é mais uma sitcom motivada por pessoas estúpidas tomando decisões estúpidas sem motivo (a não ser pelas risadas gratuitas).

Será um sucesso? Não. Eu gosto muito de Bierko e Jones está se tornando uma ótima atriz cômica, mas o show é ruim demais e não vejo o público da Fox interessado em um cara com 30 e muitos anos buscando seu amor verdadeiro.

Back To You

Do que se trata? Um âncora de telejornal em desgraça, Kelsey Grammer, retorna à pequena estação televisiva onde começou anos atrás. O retorno também causa enorme tensão entre ele e sua antiga colega, Patricia Heaton.

O que é bom? Este é essencialmente um programa sólido. Grammer e Heaton são veteranos nesse tipo de coisa - e o piloto é engraçado. Além disso, Fred Willard está por lá.

O que não presta? Tudo é bom. Sério. Esse é um entretenimento decentíssimo. É meio duro em alguns momentos, mas as piadas que se seguem quebram essa impressão. Uma comédia segura e sem riscos.

Será um sucesso? Difícil dizer. Deve obter ótima audiência no começo, mas o público pode se cansar rapidamente. É uma comédia segura, mas extremamente familiar e segura - o que também não dá muito espaço para inovações.

The Return of Jezebel James

Do que se trata? Parker Posey vive uma editora de livros infantis solteira que passa por uma crise de meia-idade. Ao descobrir que é infértil, ela decide pedir à sua irmã mais nova e delinquente (Lauren Ambrose de Six Feet Under) para ser barriga-de-aluguel. O programa é de Amy Sherman-Palladino, criadora de Gilmore Girls.

O que é bom? Parker Posey! Eu assistiria a ela lendo a lista telfônica. Ela salva até Blade: Trinity. A premissa é incomum também. Ficaria mais adequada num drama de uma hora (o programa tem 30 min), mas o texto é esperto e as ótimas atuações devem torná-lo mais relevante do que inicialmente previsto.

O que não presta? Eu nunca gostei de Gilmore Girls, e esta série sofre dos mesmos problemas que a criação anterior de Palladino - o diálogo exagerado. Fica a impressão de que Posey não tem espaço para tornar o texto seu e atuar.

Será um sucesso? Gostaria de dizer sim, pois adoraria um encontro semanal com Parker Posey, mas o material não me parece forte o suficiente. O programa deve mudar de horário algumas vezes até que a Fox finalmente o cancele nas seleções de novembro.

Canterbury’s Law

Do que se trata? Advogados. Você consegue adivinhar o resto.

O que é bom? Julianna Margulies está bem.

O que não presta? Mal consigo me lembrar do programa - e olha que o assisti ontem.

Será um sucesso? Espero que não. Existem programas sobre advogados e policiais demais no mundo e este não tem qualquer novidade em relação aos outros.

New Amsterdam

Do que se trata? Um detetive de homicídios imortal busta uma maneira de quebrar a maldição que o impede de morrer. A mortalidade só virá com um amor verdadeiro. Ah, e ele faz belos móveis como passatempo.

O que é bom? É uma reviravolta interessante nas séries de detetive de sempre. E tem algumas boas piadas, como uma na qual ele afirma que está no Alcóolicos Anônimos há 60 anos.

O que não presta? Não tem nada de ruim nele, mas falta alguma coisa ainda. A idéia é boa, mas tudo o que ele faz inicialmente é solucionar crimes através de seu conhecimento enciclopédico e habilidade em entender as pessoas. Falta algum outro gancho para a série dar realmente certo.

Será um sucesso? Duvido. Começa bem, mas no piloto não tem nada além de uma mistura de Highlander com Columbo. Me lembrou um pouco do breve A Bela e a Fera. Mas infelizmente New Amsterdam não tem Ron Perlman com maquiagem bacana. Por outro lado, sua mãe deve adorá-lo.

K-Ville

Do que se trata? Cole Hauser e Anthony Anderson vivem detetives incompatíveis na Nova Orleans pós-Katrina.

O que é bom? Os dois atores normalmente são competentes e a fotografia é muito boa e cheia de estilo. E a premissa tem um potencial legal, capaz de atrair público.

O que não presta? Basicamente TUDO. Todos os clichês de cada série policial que já existiu estão aqui. Atuações exageradas, cenas de ação pobres e um roteiro reciclado de pelo menos outros 30 seriados do gênero. Detesto ser tão ranheta baseado em apenas um episódio, mas esta me parece a pior novidade da temporada.

Será um sucesso? Amaldiçoe a humanidade se for. A Televisão passa por uma renascença. Não há uma desculpa sequer para a existência desse programa, que com um premissa bacana acaba mesmo é preguiçoso e covarde. É ruim demais.

The CW

Gossip Girl

Do que se trata? Deveria se chamar The NYC, já que é basicamente The OC ambientado em Nova York. O programa também tem como foco vários jovens semi-famosos e riquinhos. O que o diferencia é a existência de um website de fofocas chamado Gossip Girl, cujas manchetes são narradas por Kristen Bell.

O que é bom? Honestamente? Nada. Detestei.

O que não presta? Veja o parágrafo acima. É duas vezes mais insípido, irritante e arrogante que The OC. Mesmo que você gostou daquele programa, este vai parecer uma cópia barata e vazia. O público-alvo é o mesmo da série de livros para adolescentes - mas sinceramente espero que elas sejam mais inteligentes que isso.

Será um sucesso? Bom, ele já estreou há algumas semanas e, baseado na audiência, a resposta é não. Ficou em último lugar, apesar de ter mantido parte da audiência de America’s Next Top Model.

Life is Wild

Do que se trata? Uma família estadunidense suburbana com um pai maluco por fazer o bem se muda para a África. Pense em uma mistura do filme A Costa do Mosquito com 7th Heaven, mas sem as qualidades dos dois.

O que é bom? Tem ótima fotografia e os produtores fizeram um ótimo trabalho recriando a África. E, aparentemente, Rutger Hauer deve aparecer em alguns episódios adiante. E quem não gosta dele?

O que não presta? A história é meio maçante. As personagens são superficiais e estereotipadas.

Será um sucesso? De jeito nenhum. Ultimamente, a CW tem se dado mal tratando seu público jovem como idiotas, o que é exatamente o que Life is Wild e Gossip Girl estão fazendo. São programas que não têm como mérito a qualidade, mas elementos que servem como imãs para um público em particular. Essa série funcionaria muito melhor como um filme de 90 minutos da Disney do que um programa de televisão com 13 ou 22 episódios.

Aliens in America

Do que se trata? Uma família caucasiana de Wisconsin, numa tentativa de fazer com que seu filho adolescente tenha amigos, impulsivamente recebe um estudante paquistanês de intercâmbio em sua casa. A graça da série está justamente no choque de culturas.

O que é bom? É engraçado em alguns momentos isolados e tem aquela realidade exagerada de Malcolm in the Middle. Aliás, a mãe de Malcolm é totalmente replicada aqui. Os dois protagonistas são bons, têm um certo charme e a química entre eles funciona bem. A crítica gostou deste programa, mas definitivamente não é para todos os gostos.

O que não presta? O programa é certamente bem-intencionado. Mas me passa uma impressão de racismo difícil de contornar. E não re refiro apenas ao jovem paquistanês, mas os estadunidenses também parecem todos idiotas nele.

Será um sucesso? Difícil dizer. Eu, pessoalmente, detestei o programa, apesar de alguns momentos bem engraçados. Fãs de Malcolm ou Everybody Hates Chris certamente se sentirão mais em casa aqui, mas se forem suficientemente inteligentes perceberão esse "racismo casual" da história.

Reaper

Do que se trata? Um jovem estudante descobre que sua família vendeu sua alma ao diabo. Ele agora deverá passar o resto dos seus dias coletando as almas de condenados que escaparam do inferno.

O que é bom? Muita coisa. Todo mundo sabe que trata-se de uma criação de Kevin Smith e que ele dirigiu o piloto. Mas, milagrosamente, não se parece com uma produção do cineasta (exceto por uma ou outra referência a Star Wars ou piada sobre masturbação). Os protagonistas foram muito bem selecionados, quase todo o diálogo é rápido e ácido e bastante engraçado, especialmente isoladamente. E tem alguns efeitos especiais legais. O amigo do personagem principal (Tyler Labine) é divertidíssimo, mas é Ray Wise (Leland Palmer de Twin Peak) como Satão quem rouba o show. Ele é hilário e ainda assim ameaçador.

O que não presta? É um pouquinho bobo e, como outros programas do gênero (ele se parece bastante com Dead Like Me), é difícil vê-lo indo além da "ameaça da semana".

Será um sucesso? Inicialmente, sim. Quase certeza. Mas se novos elementos não forem incluídos para manter a audiência interessada, os número devem começar a cair rapidamente.

Leia mais sobre a série


Artigo gentilmente fornecido pelos
nossos parceiros do Collider

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