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Com irmãos Russo, Citadel mescla ação típica da dupla com thriller de espionagem

Prime Video disponibiliza os dois primeiros episódios da série, que sutilmente remetem a Soldado Invernal

Omelete
3 min de leitura
MF
28.04.2023, às 15H35.
Atualizada em 28.04.2023, ÀS 16H34
Com irmãos Russo, Citadel mescla ação típica da dupla com thriller de espionagem

Créditos da imagem: Divulgação

Os irmãos Joe e Anthony Russo dispensam apresentações. Após passagens bem sucedidas em comédias marcantes da TV como Arrested Development e Community, a dupla atingiu um alto patamar de reconhecimento na indústria ao capitanear fases extremamente bem-sucedidas comercialmente do MCU. Desde então, a dupla entrou para o hall de queridinhos de Hollywood, e tem liderado projetos no streaming. Foi assim com Resgate e Agente Oculto (ambos da Netflix), e agora, com Citadel, do Prime Video que tem a dupla na produção, ao lado do criador David Well.

A dupla leva seu estilo de ação acelerada e picotada para o streaming da Amazon, contando a história dos agentes Mason (Richard Madden, o Robb Stark de Game of Thrones) e Nadia (Priyanka Chopra Jonas). Não seria justo julgar Citadel por seus primeiros dois episódios, mas os quase 90 minutos disponibilizados dão uma boa mostra do que o público pode esperar do projeto. Curioso, pois, apesar de não passarem diretamente pelo roteiro ou pela direção, os Russo e sua forma de filmar ação e espionagem estão bastante presentes na alma dos primeiros episódios de Citadel.

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Os Russo não só levam sua assinatura de filmes de ação, como resgatam a veia de espionagem que impulsionou a carreira dos irmãos há quase dez anos, em Capitão América 2: O Soldado Invernal. Até mesmo elementos basilares da construção dos personagens remetem ao sucesso de 2014, como a perda de memória dos agentes protagonistas, além das tramas envolvendo organizações obscuras que operam nas sombras, manipulação política, lavagem cerebral, e por aí vai.

David Well e o time de criadores e produtores parecem dispostos não apenas a revisitar tais elementos, mas também a abordá-los de uma forma repaginada, apostando em potenciais triângulos amorosos, mais humor e uma combinação de traições e reviravoltas típicas do cinema de espionagem. É interessante notar como a série constrói nos protagonistas esse imaginário de agentes lendários por sua eficiência, mas não parece nem de longe negar sua humanidade.

Se hoje, no cinema de ação em tempos de John Wick, o protagonista como alma do filme e dispositivo que renega sua própria humanidade é uma tendência (vide o já mencionado Resgate e o subestimado Sem Remorso, também da Amazon), Citadel vai por um caminho distinto e sugere que a manutenção dessa humanidade será um tema importante no desenvolvimento de Mason e Nadia. Para isso, a relação entre a dupla é essencial, e já é bem estabelecida desde o primeiro encontro, na boa cena do trem.

Talvez mais do que interessado em ter esses protagonistas letais como alma da série, Citadel busque preservar a alma deles como indivíduos ao longo da história, o que, se desenvolvido, promete uma obra no mínimo interessante. A ver os próximos capítulos para sabermos o que pretendem construir os realizadores a partir das bases construídas.

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