Concorrendo ao Emmy, Carl Clemons-Hopkins se identifica como pessoa não-binária

Créditos da imagem: Reprodução/Instagram

Séries e TV

Notícia

Concorrendo ao Emmy, Carl Clemons-Hopkins se identifica como pessoa não-binária

Intérprete da série Hacks concorre à estatueta de melhor ator coadjuvante em série cômica

Caio Coletti
23.07.2021
14h44
Atualizada em
23.07.2021
15h38
Atualizada em 23.07.2021 às 15h38

Carl Clemons-Hopkins, o intérprete de Marcus em Hacks, comemora este ano sua primeira indicação ao Emmy, e aproveitou um artigo do The Hollywood Reporter para falar sobre sua identidade de gênero. Carl se identifica como pessoa não-binária, e usa os pronomes neutros they/them em inglês.

O termo "não-binário" é usado por indivíduos que não se identificam nem como homens, nem como mulheres. Celebridades como Demi Lovato, Sam Smith e Asia Kate Dillon (de BillionsJohn Wick 3) também se identificam com este rótulo.

"Nos últimos anos, eu estive estudando muito sobre as origens da masculinidade, sobre a origem de todas essas normas e regras. Ao mesmo tempo, testemunhei o aumento da violência e da incompreensão enfrentadas pelas pessoas transgênero, e por outras pessoas queer. Eu estava tentando entender onde eu me encaixava em tudo isso. Então veio a quarentena, e eu tive muito tempo para explorar a minha identidade de gênero, ou falta dela", escreveu ao THR.

Carl, que também vai aparecer no ainda inédito reboot de Candyman, explicou que "se assumir" como pessoa não-binária não é sobre "colocar mais um rótulo sobre si", mas sim sobre "tirar todos os rótulos desnecessários". Outro assunto do artigo foi a persistência de categorias de atuação divididas por gênero em premiações como o Emmy.

"Isso é algo que eu só considerei recentemente. Eu espero que toda instituição que se organiza em torno de separação de gêneros evolua junto com o mundo - mas, além disso, não sei o quanto posso me envolver nessa causa. Eu não criei esses prêmios, nem essas categorias. Eu acabei de chegar aqui [em Hollywood]. Tenho esperança e penso positivo, mas também tenho minhas próprias lutas adiante. O gênero de uma categoria de premiação não é uma das minhas prioridades", considerou.

Carl finalizou o seu texto dizendo que sabe que vai enfrentar alguma discriminação por causa de sua identidade de gênero. "Sem dúvida, vai fazer com que seja mais difícil entrar em certas salas. Mas também não quero entrar em salas demais, em salas nas quais não posso me mostrar por inteiro. Quero interpretar meus personagens. Se você quer me dar um papel, ele é meu. Isso não deveria mudar por causa de um adjetivo ou outro, certo?", questionou.

Ao continuar navegando, declaro que estou ciente e concordo com a Política de Privacidade bem como manifesto o consentimento quanto ao fornecimento e tratamento dos dados para as finalidades ali constantes.