Ator de Game of Thrones dirigiu pela 1ª vez em Rei e Conquistador: "Quero mais"
Nikolaj Coster-Waldau também atua e produz a nova série do Universal+
Nikolaj Coster-Waldau tem 54 anos, décadas de carreira e uma das séries mais assistidas da história no currículo. Mas foi em Rei e Conquistador, produção da BBC sobre Guilherme da Normandia chegou em 2 de junho no Universal+, que ele descobriu algo que não sabia que queria tanto: dirigir.
Além de protagonizar a série, o ator assinou a direção de um episódio e atuou como produtor executivo, acumulando funções que, em teoria, poderiam criar um caos criativo. Na prática, funcionou melhor do que ele esperava. "Foi o máximo para mim", admitiu em entrevista exclusiva ao Omelete. "Eu definitivamente quero fazer mais coisas assim."
A transição para trás das câmeras foi facilitada por um fator que Nikolaj não havia calculado: tudo que ele absorveu em décadas de set sem perceber. "Tem tanta experiência que você adquire pelo caminho e não tem muita consciência. De repente, ela dá frutos." Trabalhar com uma equipe já conhecida — a mesma com quem havia gravado o filme Contra o Gelo, na Islândia — também ajudou a eliminar o período de adaptação que uma estreia na direção normalmente exige.
A pergunta que qualquer pessoa faria é inevitável: o diretor e o ator brigaram em algum momento? Nikolaj riu antes de responder. "Eu ficava querendo que ele fosse melhor", brinca, referindo-se a si mesmo na terceira pessoa. "Mas as coisas são o que são — você faz o que pode e corta para outra pessoa." O conflito real foi mais prosaico: tempo. Sequências de ação cuidadosamente planejadas no storyboard precisavam caber numa agenda sem folga. "É uma série em que não temos dias extras. Você tem que continuar andando."
O que o exercício revelou, no fim, é que Nikolaj entende atores de um jeito que só um ator pode entender. "Eu sei o quão diferentes somos e do que precisamos", diz. Essa empatia com o elenco, somada à experiência técnica acumulada, é o que transforma um bom ator num diretor com potencial real.
Rei e Conquistador marca, portanto, um divisor de águas na carreira de Nikolaj Coster-Waldau. Não apenas porque ressuscitou o cavaleiro que ele jurava ter aposentado, mas porque abriu uma porta que, ao que tudo indica, ele não tem intenção de fechar tão cedo.
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