Elenco da série As Five, do Globoplay

Créditos da imagem: Globoplay/Divulgação

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Depois de apelo de fãs, personagens de Malhação voltam em As Five

Série da Globoplay é derivada da temporada Viva a Diferença e retoma personagens saídas da adolescência

Henrique Haddefinir
12.11.2020
10h26
Atualizada em
12.11.2020
11h58
Atualizada em 12.11.2020 às 11h58

Chega nesta quinta-feira (12) ao Globoplay uma produção que representa uma novidade e uma vitória para a direção de dramaturgia da Globo: derivada de uma temporada de Malhação que recuperou o prestígio do formato (Viva a Diferença), a série As Five é o resultado dos esforços da emissora para reafirmar e valorizar seu próprio conteúdo no streaming. Depois do fim da imensa novelinha das 17h, essas personagens permaneceram em evidência, levando a plataforma a apostar no interesse por um spin-off.

São as mesmas personagens de Viva a Diferença, mas em outro registro”, garantiu o criador da história, Cao Hamburger.

O amadurecimento desse universo é inevitável, mas também imprescindível. O horário das 17h está dominado por múltiplas temporadas de Malhação desde os anos 1990. A primeira temporada, com os conflitos morais do virginal Héricles (Danton Mello), estreou em 1995. De lá para cá, são mais de 20 anos, muitas tentativas de novos formatos e uma natural transformação de linguagem. A novela ainda é um estágio para novos talentos – como sempre foi – mas compreendeu, nos últimos cinco anos, que não dá mais para contar apenas com histórias genéricas.

Viva a Diferença foi uma temporada dominada por cinco protagonistas, unidas por uma amizade que nasceu do drama, mas que interferem positivamente uma na vida da outra. Com o final da trama da novela, foi preciso se debruçar sobre onde estariam essas mulheres, para só depois entender para onde elas iriam. “As amizades verdadeiras exigem manutenção, e a série fala um pouco sobre issopontuou Ana Hikari durante entrevista coletiva sobre esse retorno. Tanto ela quanto Daphne Bozaski, Gabriela Medvedovski, Heslaine Vieira e Manoela Aliperti são unâmines sobre duas coisas: a série jamais teria acontecido sem o apelo dos fãs; e, agora que ela finalmente aconteceu, as diretrizes são outras.

As personagens se reencontram após alguns anos de afastamento, depois que a mãe de Tina (Ana Hikari) morre. "É simbólico começar com uma morte, porque é como se fosse a morte da adolescência dentro delas", explica Manoela, reforçando que estamos falando de uma série adulta.

Se a novela já tinha chamado atenção por tratar de temas atuais dentro da sociedade, agora a representatividade pode surgir ainda mais orgânica, sem o compromisso de “se explicar” para uma audiência muito jovem. As personificações tentam fugir das obviedades, com personagens de diferentes etnias não se resumindo a suas origens, e com o público LGBTQIA+ seguindo ao lado do casal LimanthaSem muito spoiler, mas a série vai tratar desse lugar da representatividade lésbica e continuar uma semente já plantada na novelaconta Manoela Aliperti.

Reforçando a amizade como base principal do que serão esses novos 10 episódios, as atrizes aumentaram as expectativas por um texto coerente e natural, já que o formato de série, numa plataforma fechada, permite uma complexidade que a TV aberta ainda tem medo de explorar.

Para os fãs, o banquete será completo: todas as segundas, as atrizes se encontrarão em episódios de um programa chamado Talk Five, que mostrará discussões em torno do que foi visto naquela semana.

As Five já está disponível no Globoplay e novos episódios chegam à plataforma semanalmente.

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