Morre Anne Schedeen, estrela de ALF - O Eteimoso, aos 77
Atriz viveu Kate Tanner, a matriarca da família protagonista da clássica sitcom
Créditos da imagem: Anne Schedeen como Kate Tanner em ALF, o Eteimoso (Reprodução)
A atriz Anne Schedeen, que interpretou a matriarca Kate Tanner na sitcom Alf, O Eteimoso (1986-1990), morreu aos 77 anos. A notícia foi confirmada na página oficial da artista no Facebook, sem citar a causa da morte.
"Ela deixa para trás um legado extrarodinário de energia criativa, humor afiadíssimo, deleite em sua família, adoração por seus cachorros, ódio por [Donald] Trump, paixão por brechós, e amor por uma boa história. Estamos perdidos sem ela. Amávamos Anne muito, assim como todos que a conheciam", escreveu a equipe na página.
Nascida em Portland (EUA), em janeiro de 1949, Schedeen começou a atuar no teatro local do Havaí, onde morou durante a adolescência, antes de se mudar para Nova York a fim de evoluir a carreira. De acordo com seu próprio relato, foi "um longo processo".
"Eu fui vendedora de loja, modelo de sapatos, fiz teatro amador, gravei um comercial. Quando uma agência grande me assinou, e a Universal quis me contratar, achei que estava destinada ao estrelato. Ao invés disso, interpretei uma adolescente em alguns episódios de Marcus Welby, M.D.", ironizou em entrevista ao The Washington Post, fazendo referência a um de seus primeiros papéis na TV, em 1974.
Após outros papéis pontuais em séries populares, como O Homem de Seis Milhões de Dólares (1974), A Mulher Biônica (1976), O Incrível Hulk (1979) e Cheers (1984), ela recebeu o roteiro de Alf, O Eteimoso. A ideia de interpretar uma mãe de família cuja rotina é virada de cabeça para baixo pela aterrisagem de um alienígena em sua garagem pareceu irresistível para a atriz.
"Aquele ETzinho me fazia rir, mas gravar essa série era um pesadelo", confessou ela mais tarde. "Se você tinha uma cena com ALF, ela demorava séculos para filmar, e era um processo muito entediante. Um episódio de 30 minutos demorava 20 a 25 horas para filmar, e alguns dos atores tinham personalidades difíceis. Éramos uma família disfuncional".
De qualquer forma, o sucesso da série foi incontestável, durando por 4 temporadas e 100 episódios. Durante e depois da exibição da sitcom, Schedeen ainda apareceria em telefilmes como Queimando-se Lentamente (1986), Atire a Primeira Pedra (1989) e A Noiva Assassina (1993), além de ter um papel recorrente na série A Juíza (2001) - seu último trabalho na frente das câmeras.
Afastada dos holofotes, Schedeen continuou aparecendo em convenções de fãs de ALF e se voltou para a filantropia, se tornando embaixadora de organizações como Holiday Heroes e Habitat for Humanity. Ela deixa o marido de 44 anos, o produtor teatral Christopher Barrett, e uma filha.
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