A Casa do Dragão volta aos trilhos com morte aguardada no ótimo 6º episódio
Trama avança em todas as frentes e deixa terreno pronto para o drama e a batalha final
Créditos da imagem: Reprodução
[O texto abaixo contém spoilers do sexto episódio da 3ª temporada de A Casa do Dragão]
Após um quinto episódio decepcionante, a expectativa para o novo capítulo da terceira temporada de A Casa do Dragão era, no mínimo, controlada. O segundo ano provou que a série sabe frear a narrativa e enrolar mais do que resolver, mas o terceiro ano vinha deixando essa sombra para trás. O sexto episódio coloca a história nos trilhos e avança em praticamente todas as frentes, envolvendo Rhaenyra Targaryen (Emma D'Arcy), Alicent Hightower (Olivia Cooke), Ormund Hightower (James Norton), Daeron Targaryen (Benjamin Evan Ainsworth) e até Aemond Targaryen (Ewan Mitchell) e Alys Rivers (Gayle Rankin).
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Logo de cara, A Casa do Dragão faz o que deveria ter acontecido há muito tempo: dá um fim a Criston Cole (Fabien Frankel). Em um ótimo momento - com destaque para a direção de Loni Peristere -, o cavaleiro segue com os poucos soldados que lhe restam por um campo coberto de corpos, até ser surpreendido por uma emboscada. Ao derrotarem os primeiros inimigos, Cole e seus homens acabam cercados pelas tropas dos Stark, dos Tully e de outros aliados de Rhaenyra. Fabien Frankel mostra que é um bom ator, infelizmente prejudicado por um personagem fraco, entregando o último grande discurso de Cole. O cavaleiro empunha sua espada com o lenço que ganhou de Alicent, mas nem tem tempo de atacar: três flechas o atingem de longe, matando o personagem que já fazia hora extra na trama.
O episódio também avança na relação entre Rhaenyra, Alicent e Helaena Targaryen (Phia Saban), com a rainha descobrindo que a jovem está grávida. A filha de Viserys deixa claro que jamais faria mal à criança ou a Helaena, mas Alicent ainda desconfia das intenções da ex-amiga — especialmente se o bebê for um menino, um potencial herdeiro ao trono. Enquanto isso, Helaena faz greve de fome, e a mãe insiste para que ela se alimente. A jovem então questiona Alicent: o interesse em sair dali é para salvar a filha ou a si mesma?
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Mais adiante, Rhaenyra e Alicent voltam a se encontrar. A viúva de Viserys pede que a rainha dê mais liberdade a Helaena dentro do castelo. Rhaenyra rebate dizendo que elas a forçaram a trancá-la ainda mais no quarto quando tentaram fugir. Alicent, então, propõe entregar Aemond em troca da liberdade de ambas. Ela revela que o filho está em Harrenhal, mas a Rainha dos Pretos afirma que já vasculhou o castelo e não encontrou nada. Rhaenyra surge com a ideia de enviar alguém em quem Aemond confiaria: a própria Alicent. A princípio, ela recusa, mas acaba aceitando quando Rhaenyra promete vigiar e cuidar de Helaena. O episódio termina com Alicent deixando Porto Real enquanto outro evento decisivo acontece — mas já chegamos lá.
Daemon quer vingança e desconta em Ulf
Ainda em Porto Real, o Conselho de Rhaenyra segue sem se entender, e a rainha encontra dificuldades para escutar o que o povo tem a dizer ou pedir. Daemon Targaryen (Matt Smith) continua irredutível ao querer usar a força bruta para resolver tudo, sedento por vingar a morte dos cavaleiros da Patrulha da Cidade. Além disso, ele quer usar os dragões para incinerar Ormund e seu exército em Tumbleton, mas Rhaenyra se opõe. Alyn de Casco (Abubakar Salim) reforça que o ataque precisa ser cirúrgico e que a população da cidade não pode pagar pelos crimes dos Hightower.
Pelos corredores da Fortaleza Vermelha, Rhaenyra revela a Mysaria (Sonoya Mizuno) a gravidez de Helaena e pergunta se ela já sabia. A conselheira nega, mentindo mais uma vez. Em seguida, Mysaria ordena a morte da serva que estava nos aposentos de Alicent para preservar o segredo.
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Soldados de Borros Baratheon chegam a Porto Real para oferecer apoio a Rhaenyra. A rainha os confronta, dizendo que Borros deveria ter pensado nisso antes, quando lavou as mãos e deixou que Lucerys Velaryon (Elliot Grihault) fosse morto por Aemond e Vhagar. Ela afirma que deveria enforcá-los no lugar de Borros, mas os soldados se colocam à disposição para o que for preciso. Rhaenyra, então, aceita a ajuda.
Daemon se encontra com os remanescentes da Patrulha da Cidade, que afirmam não querer mais apoiar a causa por falta de segurança e de pagamento. O Rei Consorte se sente traído e decide fazer justiça com as próprias mãos. Ele veste sua armadura com a capa dourada e perambula pelas ruas e becos da cidade. O homem que mantinha contato com Ormund o segue, mas Daemon o ataca primeiro, exigindo saber para quem ele trabalha e quem mais está envolvido. O homem responde que não está sozinho e que eles são uma força imparável, espalhada por toda parte.
Após matar o inimigo, Daemon continua andando pela cidade e cruza com Ulf, o Branco (Tom Bennett). Ele questiona por que o cavaleiro de dragão não está de guarda em Tumbleton ao lado de Hugh, o Martelo (Kieran Bew), como havia sido ordenado. Ulf se atrapalha nas explicações e acaba apanhando no meio da rua, humilhado na frente de todos ao ter a cara enfiada na lama pelo Targaryen. Vale destacar que a mesma garotinha que ajudava o espião a passar informações para Ormund presencia a cena e sai correndo, provavelmente para alertar alguém.
O novo plano de Alys para Aemond
Em Harrenhal, Aemond está decidido a buscar Vhagar, mas Alys Rivers tem outros planos para o jovem. Ela propõe que permaneçam juntos — ele como Senhor dos Dragões e ela como a Dama da Água, em referência ao grande lago do Olho de Deus. Para persuadi-lo, Alys entrega a Aemond uma caixa com cinco ovos de dragão, que ela afirma terem pertencido a Rhaena Targaryen, filha de Aenys I e montadora de Dreamfyre (dragão que atualmente pertence a Helaena). Com mais dragões, Aemond poderia se tornar ainda mais poderoso.
Longe dali, Alyn vai ao encontro do pai para que ele retorne com suas tropas e ajude Rhaenyra. Corlys Velaryon (Steve Toussaint) revela ao filho que decidiu se afastar da rainha depois que ela se recusou a lhe conceder o sobrenome Velaryon. Alyn desabafa que o próprio pai lhe negou esse nome por muito mais tempo e reforça que Porto Real precisa dele — uma conversa que se conecta diretamente ao chocante final do episódio. Após retornar a Porto Real, Alyn reecontra Baela Targaryen (Bethany Antonia); os dois conversam sobre seus papéis na guerra e acabam se beijando.
No melhor núcleo do episódio, Gwayne Hightower (Freddie Fox) chega a Tumbleton e encontra Ormund e Daeron. No encontro, o comandante da cidade desdenha do primo recém-chegado da guerra. Quando Gwayne se retira para se lavar — já que Ormund não suporta o cheiro do combate —, Daeron se aproxima e pede ajuda. Gwayne diz que não pode fazer nada pelo jovem, pois ele é apenas um protegido, um bibelô nas mãos de Ormund. O jovem desabafa dizendo que odeia o homem que o criou e não aguenta mais ficar sob suas ordens, mas Gwayne recusa o pedido de ajuda novamente.
Também em Tumbleton, vemos Hugh reencontrando a esposa após roubar uma carroça de mantimentos. Ela se revolta ao saber que, enquanto precisou fugir de Porto Real e passar por sofrimentos indescritíveis, o marido estava tentando agir como um cavaleiro de dragão. Hugh tenta convencê-la a ir embora com ele, mas ela recusa e manda que ele se afaste.
Tentativa de assassinato de Ormund e o fim de Corlys?
Já no ato final do episódio, Ormund, Gwayne e Daeron estão à mesa comendo. O líder dá uma lição sobre como o jovem deve se comportar diante de pessoas sem poder que experimentam a sensação de nobreza — uma clara referência à trajetória de Hugh e Ulf —, quando são interrompidos pela chegada de soldados da Casa Baratheon. O porta-voz se apresenta como primo de Lorde Borros e oferece uma aliança com os Hightower e com o rei Daeron.
Subitamente, Gwayne ataca os homens e os mata. Questionado, ele explica que conheceu o verdadeiro primo de Borros, que era mais alto e de cabelos claros. Os homens eram assassinos enviados por Rhaenyra para eliminar Ormund e Daeron. Impressionado, Ormund agradece ao primo, admite que o julgou mal e sugere que Gwayne retorne a Vilavelha. Ao ver Daeron treinando combate, Gwayne comenta que Ormund daria um bom rei, mas demonstra curiosidade sobre seus reais planos, expressando a certeza de que o primo sacrificaria inúmeras vidas pelo próprio orgulho, mas nunca a própria.
O episódio encerra com Alicent deixando Porto Real enquanto, paralelamente, Corlys Velaryon discursa para seus homens afirmando que chegou o momento de voltar para ajudar Rhaenyra. É nesse momento que homens saem das sombras da noite e atacam os cavaleiros e Corlys, deixando no ar se o Serpente Marinha foi morto ou não. Quem lidera o ataque é Sor Jon Roxton, o Ousado, braço direito de Ormund.
Caso a morte de Corlys se confirme, algo que parece ter ficado claro com o olhar de Sor Jon para baixo, como se o corpo tivesse caído, e o trailer da segunda metade da temporada com Alyn andando na frente de um cortejo fúnebre, essa será uma das maiores perdas para o lado dos Pretos, privando Rhaenyra de uma das vozes mais sóbrias e conscientes sobre o que deve ser feito para liderar o reino.
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