Domingo em clima família encerra Rock in Rio

Créditos da imagem: Rock In Rio/Mauro Pimentel/Divulgação

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Domingo em clima família encerra Rock in Rio

Muse fechou edição 2019 do evento, o maior já realizado

Tereza Novaes
07.10.2019
08h58

O último dia do Rock in Rio foi como um bom domingo deve ser: tranquilo e bem família. O primeiro show reuniu O Terno e os portugueses Capitão Fausto e impressionou pela sincronia entre as bandas, sonoridade, referências e até mesmo na atitude hipster de seus integrantes.

Primeira atração do palco principal, o Paralamas do Sucesso não trouxe novidades e isso não foi exatamente um problema. Todo mundo, incluindo quem trabalha pesado dentro do evento, cantou todas as músicas do repertório, que incluiu "Aonde Quer Que Eu Vá", "Melô do Marinheiro" e "Óculos". Foi um show de comunhão, algo que no Brasil de hoje tem valor. 

Efeito parecido teve o show de Lulu Santos com Silva, porém sem a potência de som do palco principal, que reverbera por toda a Cidade do Rock. Como em outros encontros promovidos pelo festival, eles fizeram músicas separados e juntos, com destaque para o cover de "Vida de Gado", de Zé Ramalho. O que se ouviu depois foi "galera pedindo Anitta demais", como diria Titi Müller

Até aí, os shows estavam dentro do esperado para a maioria, jovens adultos e pais e filhos, havia mais adolescentes do que crianças. Porém outro grupo se distinguia: os roqueiros mais velhos. Eram minoria e foram reverenciar o King Crimson, expoente do rock progressivo, formado em 1969 e em sua primeira passagem pelo Brasil. Um show bastante conceitual com três baterias na linha de frente, uma escolha ousada para um dia tão pop.

Imagine Dragons reforçou a vibe suave da noite, com um show de simpatia do vocalista Dan Reynolds, que fez declarações de amor ao público e ao Brasil (o pai dele viveu por dois anos aqui) e se enrolou em uma bandeira de arco-íris, incentivando todo mundo a ser o que é.

Já o Muse fez um grande espetáculo, com efeitos luminosos, projeções caprichadas e chuva de papel, além de um gigantesco marionete que surgiu na sequência final. O público respondeu, ora acendendo o celular ora batendo palma e pulando ensandecidamente. 

Bons momentos

Em sua maior versão, a Cidade do Rock deste ano não decepcionou no seu projeto urbanístico, o fluxo de pessoas, mesmo nos shows mais concorridos, foi sem atropelos, havia vários pontos de comida, água e banheiros, que estavam sempre limpos. A Game Play Arena, a "Nave" e o "Fuerza Bruta" fortaleceram o grande parque de diversão que também é o evento.