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Produção local pode ser global se for autêntica, garantem executivos no Rio2C

"As pessoas aprendem a falar dothraki, klingon... Qualquer idioma pode ser aprendido", diz executivo da Anonymous

Omelete
2 min de leitura
13.04.2023, às 17H49.
Produção local pode ser global se for autêntica, garantem executivos no Rio2C

A língua portuguesa não é uma barreira para a produção de potenciais hits globais no setor audiovisual brasileiro. Essa opinião foi compartilhada pelos executivos que participaram do painel Obras globais e talentos locais - o olhar de executivos criativos para a América Latina, que aconteceu na tarde desta quinta-feira (13), no Rio2C.

Segundo os profissionais, as histórias autênticas conquistam grandes diferenciais apesar das diferenças culturais.

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"Eu tenho uma sobrinha de 13 anos que vive em Oakland, na Califórnia, que é obcecada com os romances coreanos. Quando ela não está assistindo a essas histórias, está vendo animes japoneses. Ela até está aprendendo japonês por conta disso. Histórias permitem que você enxergue aspectos sobre você sob a lente de outra pessoa", afirmou Syrinthia Studer, vice-presidente executiva de produções internacionais da Paramount Pictures.

Christian Gabela, vice-presidente sênior da Gaumont, citou a bem-sucedida experiência de Narcos, filmada na Colômbia e com integrantes de outros países na equipe como os brasileiros José Padilha na direção e Wagner Moura na pele do traficante Pablo Escobar.

"Narcos foi um dos primeiros sucessos bilíngues em todo o mundo. Sentimos que era uma grande oportunidade para nós trabalhar com grandes talentos e dar a eles a oportunidade de fazerem séries globais. Temos exemplos como Round 6 e Lupin, que fizeram conteúdos locais viajarem pelo mundo todo", disse.

Para David Levine, diretor-chefe de criação da Anonymous Content, a língua de uma produção estrangeira pode ser até muito convidativa para entender um mundo diferente, que talvez nunca conhecêssemos.

"Quando você faz algumas das séries em que trabalhei, como Game of Thrones, Westworld e True Detective, elas não fizeram sucesso porque são faladas em inglês. É porque os temas e as emoções permitem a identificação", analisou.

Levine ainda disse estar muito orgulhoso da equipe que vai começar na sala de roteiro de uma nova produção feita no Brasil.

"É uma coleção de pequenas histórias, que falam muito sobre o Rio, a experiência de crescer e viver nessa cidade. Mas alguém em Bangkok, Jacarta ou Cidade do México também poderia se identificar. As pessoas aprendem a falar dothraki, klingon... Qualquer idioma pode ser aprendido", comentou, com bom bumor, citando línguas fictícias de Game of Thrones e Star Trek, respectivamente.

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