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XIII -A série

XIII -A série

Márcio Almeida
18.10.2000
01h00
Atualizada em
11.12.2016
04h06
Atualizada em 11.12.2016 às 04h06
A série XIII, criada pelo roteirista Jean Van Hamme (autor de Thorgal, entre outros) e pelo ilustrador William Vance, ambos belgas, teve seu primeiro álbum editado em 1984 pela Dargaud. Resumindo bastante, trata-se da história de um homem que, tendo perdido a memória, tenta recuperar seu passado, tarefa que o envolve em perigos e conspirações incessantes. O título da obra vem do número que seu protagonista traz tatuado na pele, a princípio sua única real conexão com o passado. Cada álbum – já foram publicados 13 até hoje – traz uma história completa, mas com referências ao que se passou nos anteriores, e sempre tornando a trama mais instigante.
O primeiro volume da série, numa edição da portuguesa Meribérica, eu ganhei de presente de uma amiga, a quem agradeço até hoje. Naquela época – fim da década de 80 –, pouca coisa dessa editora aparecia nas livrarias, de modo que fiquei surpreso e contente quando encontrei o segundo XIII quase um ano depois. Desde então, valendo-me de amigos, aproveitando uma viagem e, mais recentemente, pela internet, consegui completar minha coleção.




O próximo episódio será posto à venda no dia 4 de novembro de 2000, segundo informa o site oficial Tão bom ou até melhor que o oficial é o site não-oficial da série , mantido por um de seus muitos aficionados.

Eu poderia deitar longa falação sobre as qualidades de XIII, mas prefiro ser breve. O desenho é acadêmico (nenhum demérito no termo, por sinal) e, talvez, por isso mesmo, totalmente adequado ao enredo. A história é muito bem amarrada, combinando o melhor dos gêneros mistério/policial/espionagem, sem as "pontas soltas" que proliferam por aí. Chamo atenção para a extensa pesquisa que Van Hamme faz antes de abordar qualquer tema – desconheço mesmo alguma que se lhe compare numa série tão longa.

Na França, XIII é sucesso, com video-game e vários produtos lançados com o tema, tendo os direitos para cinema já sido vendidos. Alguém pode achar um suplício esperar um ano (ou mais) pelo próximo álbum, mas a qualidade do que foi publicado até hoje compensa a espera com folga.

Por que não sai no Brasil&qt;& Boa pergunta. Será que nosso mercado não comporta lançamentos desse nível&qt;&