Uma passadinha pelo Salão Internacional de Comics de Barcelona
Uma passadinha pelo Salão Internacional de Comics de Barcelona
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![]() Adam Hughes |
![]() Bernie Wrightson |
![]() Francisco Ibañez |
![]() Jim Starling |
![]() Ralf König (direita) |
Uma das grandes novidades do Salão Internacional de Comics de Barcelona deste ano foi a estréia no espaço de 13 mil m² da Fira de Barcelona depois de 22 anos de celebração na Estació de França.
A outra foi uma "novela"... ou deveria dizer uma Graphic Novel?
O Salão foi usado para anunciar oficialmente uma dança das cadeiras das grandes editoras de quadrinhos na Espanha. Na disputa pelas grandes americanas, Marvel troca a Planeta DeAugustine pela Panini e a DC - incluindo aí o selo adulto Vertigo - deixa Norma e passa a ser publicada pela Planeta DeAugustin.
E o que lançará Norma? A história continua nos próximos números... Por enquanto, sabemos apenas que republicará Sin City, de Frank Miller, HQ celebradíssima que volta aos holofotes também aqui na Espanha devido à adaptação para o cinema dirigida pelo próprio Miller em parceria com Robert Rodríguez.
As estrelas da festa
O sempre aguardado encontro entre desenhistas e roteiristas com seus leitores foi a principal atração do evento. As estrelas convidadas não economizaram em desenhos e dedicatórias. Agradecidos, os leitores não pouparam na hora de comprar os quadrinhos de quem apareceu por lá. Fosse ele um astro ou um artista ainda desconhecido.
Os convidados deste ano foram Achdé, Michael Avon Oeming, Marcello Fustin, Adam Hugues, Phil Jiménez, J.G. Jones, Ralf König, Manul Larcenet, Jason Lutes, Thomas Ott, Sean Philips, Gilbert Shelton, Jim Sartlin, Sergio Toppi, Bernie Wrightson, Carlos Pacheco, Francisco Ibáñez, Manel Fontdevila, Horacio Altuna, Forges, Fermin Soles e outros nomes gringos e " del cómic español ".
O Omelete conseguiu participar de algumas mesas redondas e workshops e revela agora um pouco da alma de quem dá a alma a outros:
Jim Starlin, o homem que prefere o mundo cósmico porque não gosta de guiar carros e cavalos, defendeu que "são os sentimentos que levam os personagens a agirem". E, como todos nós, também devem de aprender com a vida. "É muito importante que um personagem mude suas opiniões sobre algo".
O roteirista e desenhista também explicou a graça de matar e ressuscitar os protagonistas: "É como quando você é criança e gosta de desmontar e montar os brinquedos." Mas a morte do Capitão Marvel tem uma relação íntima com a história pessoal de Starlin. "Passei um ano pensando em como seria essa morte, e decidi este final depois que o meu pai morreu de câncer".
Perguntamos se também vamos ver as obras de Starlin no cinema. Com uma cara de pesar levantando as sobrancelhas, nos respondeu: "Estou esperando. Até agora, 95% dos produtores e diretores que dizem querer filmar meus trabalhos ficam só na palavra. Inclusive Steven Spilberg. É possível que o projeto de Dreadstar dê certo "
O alemão Ralf König, famoso por sua veia satírica abordando o universo gay nos quadrinhos, deixou claro em uma entrevista coletiva que para ele "é difícil dar a cara pelos filmes inspirados nas suas HQs, já que não foi ele quem os dirigiu." Ele contou que não gostou de nenhum. "Em Um Homem Ideal ( Der Bewegte Mann, 1994), por exemplo, o diretor mudou o enfoque e acabou ridicularizando os personagens homossexuais."
König também aproveitou as atenções no Salón del Cómic para contar sobre o "herói" da sua próxima história: um gênio da lâmpada extremista mulçumano (!) que tem como fantasia o extermínio de todos os gays Mas a lâmpada mágica vai parar em Berlin, nas mãos de um grupo de amigos gays E o gênio é obrigado a submeter-se aos seus desejos. "Espero não ter problemas com nenhum extremista mulçumano por isso", acrescentou brincando.
Para saber mais sobre o evento, visite o site oficial: www.ficomic.com
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