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Superman | Briga pelos direitos pode resultar em dois filmes distintos [ATUALIZADO]

Homem de Aço poderia concorrer com sua versão original nas telas

Marcelo Soares
16.06.2011, às 13H20
ATUALIZADA EM 11.11.2016, ÀS 01H02
ATUALIZADA EM 11.11.2016, ÀS 01H02

A longa briga judicial pelos direitos sobre o Superman pode acabar de um jeito bizarro, segundo a revista Variety. Em teoria, dependendo do acordo entre as partes, um filme sobre o Superman como surgiu ao mundo em Action Comics 1 poderia competir, já em 2013, com o filme que a Warner Bros. está produzindo para o final de 2012, Superman - O Homem de Aço (Man of Steel).

As famílias de Jerry Siegel e Joe Shuster (que criaram o herói em 1938 e levaram só US$ 130 pelo trabalho, na época) exigem que os direitos sobre tudo o que foi criado do personagem antes de os dois serem contratados pela DC Comics voltem para as mãos do espólio dos quadrinistas em 2013, causa que elas venceram em 2008. Ou seja: roupa azul com cueca vermelha para fora da calça, capa vermelha, S simples no peito, capaz de pular um prédio com um só salto. Tudo o que foi criado depois do contrato de Siegel e Shuster, como o poder de voo e a inimizade com Lex Luthor, ficaria com a DC. Seria esse processo um dos motivos pelos quais Jim Lee redesenhou o uniforme do Homem de Aço no reboot pós-Flashpoint?

A briga judicial, porém, ainda não acabou. Além de buscar uma maneira de dividir os direitos sobre o personagem, a DC Comics continua processando o advogado do espólio, Marc Toberoff, por "envenenar a relação" entre as partes. A editora tem como supostas evidências da má fé de Toberoff alguns documentos que recebeu anonimamente. Com base nesses dados, a Warner Bros., dona da DC Comics, afirma que Toberoff manipulou as famílias de Siegel e Shuster a assinar uma série de acordos que, por um lado, tirariam da DC o controle editorial sobre o Superman e, por outro, poderiam dar ao advogado a maior fatia dos direitos autorais.

Superman contra Superman

None

Action Comics

None

No novo round da disputa, segundo decisão do juiz Ralph Zarefsky, Toberoff não tem o direito de reclamar do fato de a DC usar esses documentos. No ano passado, quando registrou em outro tribunal o roubo dos documentos, ele entregou cópias deles. Assim, teria legalmente abdicado do direito de propriedade. Os herdeiros agora tentam proibir o uso desses documentos.

[Atualização, 16/6] A Justiça dos Estados Unidos negou o pedido dos herdeiros dos criadores do Superman, Jerry Siegel e Joe Shuster, para proibir a Warner Bros de usar documentos supostamente roubados como evidência.

Agora, a Warner pode utilizar no tribunal documentos que sugerem terem sido as famílias manipuladas por seu advogado, Marc Toberoff. Os contratos assinados pelas famílias supostamente garantem a Toberoff uma fatia considerável dos direitos sobre os aspectos originais do personagem, criados antes de Siegel e Shuster serem formalmente contratados pela DC.

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