Richard Osman quer vir ao Brasil com seus best-sellers de detetive: “Me chamem!”
Autor fala ao Omelete sobre O Nosso Negócio é Crime, publicado no Brasil pela Intrínseca
Créditos da imagem: Richard Osman e a capa do seu novo livro, O Nosso Negócio é Crime
Richard Osman lançou seis livros nos últimos seis anos. O autor de O Clube do Crime das Quintas-Feiras, que ficou famoso como comediante e apresentador na TV britânica, está muito surpreso que suas histórias de detetive viraram best-sellers ao redor do mundo – mas ele também acha que consegue entender o apelo de títulos como o novo O Nosso Negócio é Crime, publicado no Brasil pela Intrínseca.
“Os leitores buscam algo com que possam se identificar. Todos os meus livros destacam a essência da natureza humana, as minúcias da vida das pessoas e indivíduos de setores muito diferentes da sociedade”, comenta ele, em entrevista ao Omelete, quando perguntado sobre sua filosofia “todo mundo tem algo para contar”. “Espero que os leitores gostem tanto das histórias dos personagens que fazem pequenas participações quanto das histórias dos protagonistas”.
A seguir, Osman fala do nascimento de uma nova saga detetivesca com O Nosso Negócio é Crime, do futuro de sua carreira como escritor, e de “tirar férias” da TV a fim de ter mais tempo de viajar o mundo – incluindo, quem sabe, o Brasil.
OMELETE: O Nosso Negócio é Crime apresenta uma nova dupla de detetives, Amy e Steve — mas eles também são da mesma família, sogro e nora. O que o levou a querer introduzir essa dinâmica na história? E o que você diria que muda na trama pelo fato de eles serem parentes?
OSMAN: Depois de ter explorado um quarteto de amigos em O Clube do Crime das Quintas-Feiras, eu queria que meus novos detetives tivessem um relacionamento diferente entre si. Não achei que a relação próxima entre sogro e nora tivesse sido explorada com frequência na ficção policial, então isso me pareceu interessante. Acho que o fato de Amy e Steve serem parentes adiciona um nível extra de ternura ao relacionamento deles. Ambos estão unidos pelo vínculo familiar e por gostarem da companhia um do outro; eles têm esse laço adicional, o que também significa que tentam muito proteger um ao outro.
OMELETE: O que eu adorei em O Clube do Crime das Quintas-Feiras, quando li pela primeira vez, foi como “todo mundo tinha uma história para contar” [frase em uma das páginas de rosto do primeiro livro]. Como isso se traduz em O Nosso Negócio é Crime? E por que você acha que essa é uma parte tão importante das suas histórias?
OSMAN: A maioria dos meus personagens evolui a partir de uma inspiração inicial, e passo a entender a história deles e como se comportarão à medida que passo mais tempo com eles. Acho que é por isso que me apeguei tanto a todos — porque eles parecem pessoas reais para mim. Esse é muito o caso na série O Nosso Negócio é Crime, onde espero que os leitores gostem tanto das histórias dos personagens que fazem pequenas participações quanto das histórias dos protagonistas. Não vou escolher o meu favorito para não ofender os outros! Acho que esse elemento é tão importante nas minhas histórias porque os leitores buscam algo com que possam se identificar. Todos os meus livros destacam a essência da natureza humana, as minúcias da vida das pessoas e indivíduos de setores muito diferentes da sociedade.
OMELETE: Todos os seus livros até agora foram histórias de detetive — é apenas porque você é fã do gênero? E você planeja escrever tipos diferentes de livros no futuro?
OSMAN: Sim, é em parte porque sou um fã enorme do gênero. Como todo admirador de ficção policial, eu amo Agatha Christie, mas também sou um grande fã de Harlan Coben e John Le Carré. Todos esses três escritores, e muitos outros talentosos, inspiraram meus romances policiais. No entanto, eu também quero mostrar que qualquer pessoa, não importa a idade ou onde more, pode trabalhar em conjunto para resolver um crime. Quanto a escrever livros de outros gêneros, estou focado no gênero policial por enquanto, mas nunca diga nunca!
OMELETE: Você escreveu seis livros em seis anos desde sua estreia. Como é o seu processo, e esse é o ritmo que os leitores devem esperar de você daqui para frente também?
OSMAN: Eu escrevo no meu escritório em casa, na companhia das minhas gatas, Liesl e Lottie. A Liesl é especialmente boa em me lembrar de fazer uma pausa, exigindo petiscos! Eu não planejo meus livros em detalhes com antecedência. Em vez disso, escrevo apenas três capítulos de cada vez e tenho meses focados em escrita ao longo do ano, já que equilibro este trabalho com o meu podcast, The Rest is Entertainment, e outros compromissos.
Em 2026, estou escrevendo meu sétimo livro em sete anos, We Chase Shadows (Nós Caçamos Sombras, em tradução livre), o segundo da série O Nosso Negócio é Crime, então sigo nessa trajetória no momento! Embora eu não vá fazer promessas agora sobre a frequência com que escreverei meus livros no futuro, eu prometo absolutamente que os leitores não ficarão decepcionados.
OMELETE: Também sou um grande fã do seu trabalho na televisão – e, recentemente, soubemos que você está passando o bastão da apresentação de House of Games para Michael Sheen. Como isso aconteceu, e por que você considera o Michael um bom substituto?
OSMAN: Senti que, após 800 episódios, eu merecia um tempinho de descanso, e o Michael é um substituto maravilhoso. Ele é imensamente carismático, mas também adora jogos de perguntas e respostas. E agora tenho muito mais tempo para escrever e visitar países onde nunca estive antes. Então, por favor, alguém me convide para o Brasil!
Excluir comentário
Confirmar a exclusão do comentário?
Comentários (0)
Os comentários são moderados e caso viole nossos Termos e Condições de uso, o comentário será excluído. A persistência na violação acarretará em um banimento da sua conta.
Faça login no Omelete e participe dos comentários