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Créditos da imagem: Jojo/Reprodução

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Por que você deve ler Jojo’s Bizarre Adventure

Mangá chega ao Brasil 30 anos depois de ser publicado no Japão

Gabriel Avila
07.08.2018
16h57
Atualizada em
10.08.2018
18h03
Atualizada em 10.08.2018 às 18h03

Em 2012, a cultura pop foi surpreendida pelo lançamento do anime de Jojo’s Bizarre Adventure. Carregada de irreverência, a trama envolvente e excêntrica era não só um prato cheio para memes, mas também trazia uma história cativante e soube ganhar seu público. O curioso é que a febre era adaptação de um mangá extremamente popular no Japão em publicação desde 1987, mas pouco conhecido no ocidente até então. Dividida em arcos fechados, a obra conta com vários protagonistas diferentes, os Jojos, e a primeira parte, chamada Phantom Blood, chega agora ao Brasil, quase 30 anos após sua publicação original.

Jonathan Joestar é um rapaz de família nobre que cresce com o objetivo de se tornar um cavalheiro. Sua vida se torna um inferno quando, por uma dívida do passado, seu pai adota Dio Brando, que chega na casa dos Joestar com o objetivo de tomar todas as posses da família para si. O jovem Jojo deve então proteger sua família das garras de Brando, uma grande rivalidade que ganha contornos sinistros e sobrenaturais.

Jojo’s Bizarre Adventure se destaca ao conduzir uma trama simples com características ímpares. Não é sempre que um shonen, gênero voltado ao público juvenil, tem homens musculosos lutando em poses estranhas enquanto se ameaçam em linguagem formal. Em Phantom Blood, Jojo’s vai na contra-mão de fórmulas convencionais e empolga ao manter o equilíbrio entre mistério e humor nonsense. Enquanto a rivalidade entre Dio e Jonathan vai crescendo, ambos vão se desenvolvendo. Jojo deixa aos poucos sua ingenuidade de lado, enquanto Dio se torna um vilão no sentido mais amplo da palavra, despertando o ódio do herói e do público com louvor.

Por conta de sua narrativa e trabalho gráfico, o autor Hirohiko Araki se tornou uma referência ao unir premissas excêntricas a uma arte belíssima e sempre em evolução. Cada arco conta a história de um Jojo diferente, e cada trama se passa em uma época própria, desde a Era Vitoriana até os dias atuais. Cada parte contém um gênero e um design diferente, o que faz com que Araki esteja sempre se reinventando. Apesar de Phantom Blood ainda não trazer as características mais queridas da franquia, o ritmo alucinante e os famosos stands, é uma boa história de suspense e planta sementes para o que o título viria a se tornar.

O mangá é publicado pela Shueisha, casa de gigantes como Dragon Ball e One Piece, e já vendeu mais de 100 milhões de cópias só no Japão. No Brasil, o mangá é  publicado pela Editora Panini no formato Bunko, com mais capítulos por volume em um formato de luxo.