Um amor real te espera no Disney+

Icone Fechar
HQ/Livros
Entrevista

Nathan Never | “O futuro costumava ser um lugar romântico na ficção”, diz criador do quadrinho italiano que retorna ao Brasil pela Mythos

Herói futurista da Bonelli, criado há 30 anos, volta às bancas brasileiras

RF
01.06.2018, às 10H25.
Atualizada em 02.06.2018, ÀS 13H04

Pelas contas do quadrinista italiano Antonio Serra, seu “filho” mais famoso, o agente Nathan Never, contabiliza “27 anos de notoriedade, mas 30 de existência”; Foi em 1988 que ele foi idealizado, sob a inspiração do filme Blade Runner – O Caçador de Androides (1982), de Ridley Scott, com o sobrenome de Nero. Em 1991, o vigilante bom de mira a serviço da Agência Alfa ganhou as bancas da Itália – e do Brasil – estabelecendo-se como um best-seller da Sergio Bonelli Editore, mesma grife por trás de Zagor e Tex. Cerca de três décadas depois, Never regressa aos jornaleiros brasileiros, em edição da Mythos.

Omelete Recomenda

Nathan sobrevive no imaginário dos quadrinhos por seu anti-heroísmo, por seu senso torto de justiça, que desafia as convenções clássicas de Bem e de Mal. É algo bem diferente do que a Bonelli fazia em Tex”, diz Serra em entrevista por telefone ao Omelete, ainda trabalhando como redator da Bonelli. “O futuro costumava ser um lugar romântico na ficção. Quando Nathan foi criado, a gente pensava o Amanhã como um lugar de progresso, de invenção. Hoje, tudo o que a gente imaginava, virou verdade com a internet”, disse.

No amanhã onde Never usa engenhocas científicas e raios laser para debelar o mal, a Terra terceirizou a segurança pública: agências como a Alfa é que são pagas para proteger cidadãos que pagam por proteção. Litros de chuva empapam os caminhos pelo qual Never se esgueira na edição número 1 que a Mythos põe à venda em junho, com tradução de Júlio SchneiderMichele Medda assina o enredo e Stefano Casini, os desenhos.

Nathan continua tentando fazer o que é certo por meios duvidosos. Essa linha moral ajuda o personagem a vender cerca de 40 mil exemplares ao mês na Itália, pelos números que a gente tinha”, diz Serra, elogiando o fato de Mythos ter resgatado também um “irmão’ mais realista de Nathan, o policial Nick Raider, numa revista própria. “Nick é uma espécie de Dirty Harry fofo, inspirado nos filmes de TV que a Itália fazia nos anos 1970 e 80”.

Além de seus heróis de ficção, a Bonelli promete investir em tramas históricas este ano. Entre as atrações mais esperadas da editora para 2018, fora seus personagens regulares, destaca-se Cani ScioltiSessantotto, uma edição especial escrita e desenhada por Gianfranco Manfredi sobre os 50 anos de maio de 1968, tendo como foco as agitações estudantis.

Comentários (0)

Os comentários são moderados e caso viole nossos Termos e Condições de uso, o comentário será excluído. A persistência na violação acarretará em um banimento da sua conta.

Sucesso

Ao continuar navegando, declaro que estou ciente e concordo com a nossa Política de Privacidade bem como manifesto o consentimento quanto ao fornecimento e tratamento dos dados e cookies para as finalidades ali constantes.