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Morre o quadrinista Eugênio Colonnese

Criador de Mirza, a Mulher-Vampira, e o Morto do Pântano tinha 78 anos

Érico Assis
12.08.2008
00h00
Atualizada em
21.09.2014
13h38
Atualizada em 21.09.2014 às 13h38
Eugênio Colonnese , um dos maiores nomes dos quadrinhos brasileiros, faleceu na última sexta-feira, 8 de agosto, após complicações decorrentes de um AVC que teve em junho. Ele tinha 78 anos.

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Nascido na Itália, filho de mãe brasileira e pai italiano, Colonnese mudou-se ainda criança para a Argentina, onde viria a começar sua carreira de quadrinista no fim da década de 40. Em 1964, de mudança para São Paulo, ele passou a fazer parte da indústria de quadrinhos de terror nacional - como os EUA tinham parado de exportar novas HQs do gênero, em função do surgimento do código de ética dos quadrinhos, o mercado nacional teve um boom de produções.

Mirza, a Mulher-Vampira, e o Morto do Pântano, ambos de 1967, são suas principais criações. Parecem cópias de Vampirella e Monstro do Pântano, mas os personagens norte-americanos só foram criados anos depois. Plágio dos brasileiros?

Colonnese seguiu produzindo quadrinhos e ilustrações ao longo das décadas de 70 e 80, mesmo durante os 20 anos que passou como diretor de arte na Editora Ática, de livros didáticos.

Nos últimos anos, além de colaborar com os quadrinhos italianos da Bonelli (onde desenhou Mister No), seu trabalho foi recuperado por editoras como a Escala, que publicou cinco edições de seu Curso Completo de Desenho, e, com mais destaque, a Opera Graphica, que republicou Mirza, O Morto do Pântano e vários trabalhos inéditos.

Colonnese ainda tem vários trabalhos não-publicados, como a graphic novel A Vida de Chico Xavier. Ele deixa cinco filhas e dois netos e, felizmente, foi um exemplo de quadrinista brasileiro que teve grande sucesso profissional.