Marvel mostra novo preview de Siege - que revela ponto de partida da saga
E roteirista fala sobre os desdobramentos da minissérie
A Marvel lançou semana passada Siege: The Cabal, edição especial que serve de prelúdio à saga Siege - principal evento da editora em 2010. Junto a ela veio um preview de Siege #1, que também foi publicado na web. Confira na galeria.
Tanto o preview quanto o texto abaixo contêm spoilers. Leia por sua própria conta e risco.
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Siege: The Cabal revela o estado das alianças de Norman Osborn após um ano de "Dark Reign": ele perdeu Namor e Emma Frost, Loki é um aliado incerto (pois é o Deus da Mentira), o Capuz perdeu seus poderes e a edição começa com uma luta entre Osborn e Dr. Destino que quase destrói o edifício dos Vingadores (base de Osborn e dos Dark Avengers). Destino acaba deixando o Conluio de vilões.
O passo seguinte de Osborn é tentar convencer o presidente dos EUA a atacar Asgard - a cidade dos deuses nórdicos, afinal, agora é um estado independente nos céus do estado americano de Oklahoma, e Osborn precisa de um novo ato de bravura para reconquistar poder e visibilidade.
Ele não consegue o aval presidencial, portanto discute com Loki formas de convencê-lo. Os dois se lembram que Guerra Civil começou com um "incidente" que mobilizou a opinião pública (no caso, uma luta entre heróis e vilões que levou à morte de centenas de crianças). Os dois resolvem que têm que criar um incidente para justificar o ataque a Asgard.
O preview de Siege #1, na galeria, mostra qual é este incidente. Volstagg, um dos guerreiros parceiros de Thor, em busca de aventuras pelos EUA, é atacado por um grupo de supervilões. A luta acaba tragicamente dentro de um estádio de futebol, com Volstagg se defendendo dos vilões e provocando a morte de todos no estádio (talvez inclusive o próprio Volstagg). O envolvimento do asgardiano é tudo que Osborn precisa para convencer os EUA a declarar guerra a Asgard.
Em entrevista ao Comic Book Resources, o roteirista Brian Michael Bendis, autor de Siege, diz que "Assim como vimos na história recente, não é algo impróprio de líderes mundias fabricar incidentes se eles servem a um propósito". Assim como em Guerra Civil, a Marvel continua, portanto, com um tom de crítica política aberta.
Junto ao preview, a Marvel revelou o checklist de edições afetadas por Siege de janeiro a abril. Além da minissérie em quatro capítulos, o evento passa por séries como Dark Avengers, New Avengers, Avengers: The Initiative, Mighty Avengers Dark Wolverine e Thor, entre outras. Haverá ainda uma minissérie auxiliar, Siege: Embedded, também em quatro capítulos, e um especial em abril com o título ainda provisório Fallen ("caído"). Como em toda saga, você já pode esperar baixas de alguma significância para o Universo Marvel.
Apesar da editora ter prometido um evento "contido" - os leitores não precisariam comprar trocentas séries para acompanhá-lo - já há reclamações na web do grande número de títulos que a saga envolverá durante quatro meses. Os mega-eventos, porém, continuam respondendo por vendas infladas nas grandes editoras, como recentemente provou Blackest Night, da DC.
Bendis ressaltou: "O que você tem que ver, e acho que o pessoal vai ficar surpreso com isso, é que Siege tem quatro edições bem apertadas; acontece muita coisa, muito rápido. Acho que vão se surpreender com o que acontece logo no início e com quem acontecerá".
Continuando: "Em Siege, você vai testermunhar uma história que determina o status quo das séries dos Vingadores e, pela natureza destas, o Universo Marvel será muito diferente do que tem sido". A saga, pelo que diz a Marvel, dará fim a "Dark Reign" e iniciará uma nova fase do universo de heróis chamada "The Heroic Age" (a era heroica).
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