Livros de Sally Rooney, autora de "Pessoas Normais", são proibidos no Reino Unido após apoiar grupo Pró-Palestina
Autora de Pessoas Normais diz estar “totalmente preparada para aceitar as consequências” após a Faber deixar de fornecer seus livros no país
Créditos da imagem: Reprodução
A autora irlandesa Sally Rooney anunciou que suas obras deixarão de ser vendidas no Reino Unido por causa do apoio dela à Palestine Action, grupo de ação direta proscrito no país como organização terrorista.
A decisão foi tomada em acordo com a Faber, editora de Rooney no Reino Unido e na Irlanda, que não pode mais repassar a ela os ganhos obtidos no território britânico.
- CCXP26 | Com Senhor dos Anéis e mais! Garanta seu ingresso para viver o épico aqui
- Normal People fez Sally Rooney desistir de adaptações de seus livros
Autora de Conversas Entre Amigos e Pessoas Normais, este último adaptado na minissérie Normal People, que projetou Paul Mescal e Daisy Edgar-Jones, Rooney explicou o caso em comunicado.
“Em julho de 2025, o grupo de protesto de ação direta Palestine Action foi proscrito como organização terrorista no Reino Unido. No mês seguinte, escrevi um artigo de opinião expressando minha intenção de continuar apoiando a Palestine Action, que não é um grupo proscrito ou de outra forma proibido aqui na República da Irlanda”, disse a escritora. “Como resultado, o cumprimento de contratos para publicar meu trabalho no Reino Unido poderia agora constituir um crime grave. Após um processo de consulta e deliberação, e com meu pleno acordo, minha editora, a Faber, determinou, portanto, que não pode mais fornecer minha obra no Reino Unido”, continuou. “Fiz todos os esforços para ser honesta com o público sobre minhas crenças e intenções, e estou totalmente preparada para aceitar as consequências”, completou.
A Faber divulgou uma nota no mesmo sentido. “A legislação atual no Reino Unido criou circunstâncias em que a Faber não pode repassar os ganhos obtidos no Reino Unido a Sally Rooney por seu trabalho. Vender a obra de um escritor e não poder repassar os ganhos é uma situação inconcebível para uma editora”, diz o texto. “Por isso, e em pleno acordo com Sally, tomamos a decisão de que não podemos mais fornecer suas obras no Reino Unido, em nenhum formato. Seguimos orgulhosos de ser os editores de sua obra notável, que continuaremos a vender em outros territórios”, acrescentou a editora.
A Palestine Action foi proibida no Reino Unido em julho do ano passado, com base na Terrorism Act 2000, lei antiterrorismo britânica, e passou a ser classificada como grupo terrorista. Em agosto, Rooney publicou no Irish Times um artigo de opinião em defesa do grupo. Na época, a autora, disse que usaria parte da renda de seus livros para apoiar a organização. Ela também cancelou uma viagem à Inglaterra para receber um prêmio e todas as futuras aparições públicas no país, por medo de ser presa.
“A Palestine Action tem sido uma das vozes mais fortes no Reino Unido, tomando medidas diretas para deter a maquinaria de violência aparentemente imparável. Devemos gratidão e solidariedade a seus corajosos ativistas. E agora, quase dois anos após um genocídio transmitido ao vivo, devemos ao povo da Palestina mais do que meras palavras”, escreveu Rooney no artigo.
Editar comentário
Excluir comentário
Confirmar a exclusão do comentário?
Comentários (0)
Os comentários são moderados e caso viole nossos Termos e Condições de uso, o comentário será excluído. A persistência na violação acarretará em um banimento da sua conta.
Faça login para comentar e avaliar
Compartilhe sua opinião, publique críticas e participe das discussões com a comunidade Omelete.Escrever comentário