Disney+ a partir de R$14,90!

Icone Fechar
HQ/Livros
Artigo

Fantasia à Japonesa

Fantasia à Japonesa

PH
10.07.2001, às 00H00.
Atualizada em 02.11.2016, ÀS 06H00

Ao pegar uma cópia de Guerreiras mágicas de Rayearth, uma coisa salta imediatamente aos olhos: o formato consideravelmente maior do que o dos outros mangás da JBC, bem como a capa, com título e numeração destacados. Enfim, é o mais chamativo dos primeiros números da editora.

Trata-se de mais uma série de mangá para meninas. Porém, diferente de Sakura Card Captors, das mesmas autoras, este pode ser lido sem grandes reservas por leitores de qualquer idade ou sexo. A trama não se concentra no universo colegial e tem uma quantidade muito menor de flores por página.

Omelete Recomenda

A história é bem simples. Três meninas, de colégios, temperamentos e mesmo condições sociais diferentes, estão visitando a Torre de Tóquio (Sim! Este é um mangá da CLAMP!) quando são levadas para outro mundo (!). Chegando lá, encontram-se com o Guru Cléf, uma espécie de mago, que lhes explica que aquele mundo, Zefir, está correndo grande perigo por conta das maquinações de um vilão chamado Zagard. As meninas teriam, então, sido trazidas da Terra para se tornarem Guerreiras Mágicas e salvar Zefir. Ao que parece, apenas gente de outros mundos poderia fazer isso.

Uma história simples mas interessante, que lembra a antiga série Ametista, publicada anos atrás na primeira série do Super-Homem da Editora Abril. Não é inacessível para crianças nem demasiado simplista para adultos. E, se a tiver um desenvolvimento similar ao do desenho animado exibido no SBT anos atrás, também não é nem de longe tão previsível quanto pode parecer à primeira vista...

E a arte&qt;& Bem, o talento da CLAMP já podia ser percebido pelo público brasileiro em Sakura, mas Rayearth é ainda melhor! Tem a mesma beleza de Sakura, mas com um emprego bem maior de tonalidades de cinza. Com cenários detalhados (e imensamente criativos, isto é fantasia afinal!), personagens visualmente marcantes e composição impecável, a revista faz por merecer seu formato maior. Apenas dois pequenos problemas: as personagens são magras e longilíneas quase ao ponto da anorexia (algo que não acontecia em Sakura) e, em determinadas situações, adquirem um visual caricaturado que destoa do resto da arte. Nada de grave, mas que pode incomodar leitores não habituados.

Vale mencionar que Rayearth é a série mais curta das publicadas no Brasil. Cada uma de suas duas partes terão apenas cerca de meia dúzia de edições no Brasil. Os leitores que não estiverem interessados em acompanhar um gibi por anos a fio podem relaxar, porque Rayearth deve terminar em mais ou menos um ano. Se tudo der certo.

Concluindo, esta série é, até o momento, a melhor de todas as publicadas pela JBC. Chega em formato maior e um pouco mais caro, mas faz por merecer. Talvez fosse caso até de um papel melhorzinho, mas deixa para lá. Obrigatório para apreciadores de fantasia, RPG e de mangás em geral, de qualquer sexo ou idade!

Nota Omelete
4 ovos

Guerreiras mágicas de Rayearth 1
Publicado pela Japan Brazil Communication (JBC)
Criado por CLAMP
Roteiro e Arte: CLAMP
Preço: R$ 3,40 / 112 páginas em P&B; / formato 13,2 X 19,5 cm
© 2001 CLAMP




Comentários (0)

Os comentários são moderados e caso viole nossos Termos e Condições de uso, o comentário será excluído. A persistência na violação acarretará em um banimento da sua conta.

Sucesso

Ao continuar navegando, declaro que estou ciente e concordo com a nossa Política de Privacidade bem como manifesto o consentimento quanto ao fornecimento e tratamento dos dados e cookies para as finalidades ali constantes.