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Eternauta: Lucrecia Martel não vai mais dirigir adaptação da HQ sci-fi argentina

Produtores e família de Héctor Germán Oesterheld agora têm dois possíveis substitutos

Marcelo Hessel
10.09.2009
00h00
Atualizada em
02.02.2017
18h04
Atualizada em 02.02.2017 às 18h04

El Eternauta, um dos clássicos dos quadrinhos argentinos, criado por Héctor Germán Oesterheld e Francisco Solano López, não será mais adaptado ao cinema pela diretora Lucrecia Martel (O Pântano, A Menina Santa, A Mulher sem Cabeça), como foi anunciado ano passado.

Segundo o Haciendo Cine, a celebrada cineasta deixou o projeto por diferenças criativas com os produtores e com a família de Oesterheld - Martel queria fazer uma adaptação "livre demais" da HQ, diz o site. Dois possíveis substitutos seriam Juan Solanas e Gaspar Noé (Irreversível).

Enquanto a questão não se resolve, caiu na rede um teste de efeitos visuais produzido pelo estúdio argentino Shango, com um dos discos voadores da HQ sobrevoando o estádio do River Plate, entre outras coisas. Assista:

A HQ sci-fi começa com uma invasão alienígena à Terra, que mata quase toda a cidade de Buenos Aires. Juan Salvo e seus amigos conseguem se proteger e lutam contra os invasores. Mas a história só começa mesmo quando eles conseguem tomar uma das naves alienígenas e acidentalmente acionam um mecanismo de viagem temporal - deixando-os perdidos por diferentes continuums temporais, um buscando o outro.

Criado para a revista Hora Cero em 1957, o personagem teve várias fases. Na década de 70, virou inclusive um canal de crítica política - Oesterheld era perseguido pelo regime militar argentino, escrevia as HQs escondido e acabou "desaparecido" pela polícia em 1977. Outros autores assumiram o personagem, publicando novas histórias até 2003.