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Dragões de Éter | Autor brasileiro está entre os mais vendidos do México

Raphael Draccon fez turnê no país e sua obra se aproxima de 10 mil cópias vendidas

Thiago Romariz
06.04.2014
00h00
Atualizada em
21.09.2014
15h16
Atualizada em 21.09.2014 às 15h16

Raphael Draccon ultrapassou a barreira nacional. Autor da trilogia best-seller brasileira Dragões de Éter, o carioca agora é um sucesso internacional. O primeiro exemplar da sua série, Caçadores de Bruxas, se tornou o quarto livro mais vendido do México no último mês. Atualmente na segunda tiragem, a obra está próxima da marca dos 10 mil cópias comercializadas.

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"Há a satisfação pessoal, mas qualquer satisfação assim é pequena pela abertura de portas para outros autores. As áreas de literatura fantástica nas livrarias mexicanas são bem restritas", diz Draccon. No Brasil, Dragões de Éter é um dos livros nacionais de maior sucesso dos últimos tempos, com algo em torno de 250 mil exemplares vendidos. Antes membro da editora Leya, hoje ele é um dos autores da Rocco.

O sucesso no Brasil foi um dos motivos da chegada de Draccon ao México, onde a obra foi publicada pela Random House. "A editora está bem feliz porque era realmente uma aposta. Eles próprios souberam do sucesso da série aqui e um dos funcionários deles era brasileiro, avaliou o livro e afirmou que eles precisavam publicar. Para ver o tamanho da aposta incomum, eles me pagaram cinco dígitos de adiantamento e contrataram o Marc Simonetti, que faz as capas do Game of Thrones", conta.

O tratamento recebido no México também foi outro marco para o escritor, que diz ter recebido convites para voltar ao país. "Não pude ir à feira de Guadalajara, mas espero voltar lá. Enquanto estive para o lançamento de Dragões foram 24 entrevistas em 3 dias em uma bateria que ia de 7 de manhã às 7 da noite. Fosse na televisão ao vivo, fosse na Rolling Stone, eles não buscavam a polêmica ou uma maneira de me derrubar, eles queriam realmente entender como um autor sul-americano estava no mercado deles com uma obra de um gênero de tradição anglo-americana", diz.

"É por coisas assim que vitórias como essas são marcantes. Porque faço parte de uma geração de escritores que não está preocupada se vai ganhar prêmios, se vai entrar pra História, se vai isso ou aquilo. Para nós isso são consequências, não a causa", comenta Draccon. Sobre o futuro, o carioca não dá muitos detalhes, prefere esperar, mas deixar claro que outros projetos estão em vista. "Minha agente americana está cuidando da série por lá e estou fazendo caminho no cinema também, mas são planejamentos feitos com muita calma e pé no chão", finaliza.