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Confirmados os novos desenhistas para X-Men

Confirmados os novos desenhistas para X-Men

JM
11.01.2001, às 00H00.
Atualizada em 06.11.2016, ÀS 14H59
Na manhã de 10 de janeiro, após semanas de boatos, a Marvel Comics divulgou todos os nomes da equipe criativa dos títulos X. A partir de maio, o roteirista Grant Morrison e o desenhista Frank Quitely assumem X-Men enquanto o roteirista Joe Casey e o ilustrador Ian Churchill cuidam de Uncanny X-Men.

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Ilustrada por Ian Churchill

A Marvel Comics, aproveitando o encontro da cúpula criativa de X-Men que se realizou no

início desta semana em Nova Iorque, concedeu uma entrevista coletiva para esclarecer dúvidas a respeito da reformulação dos títulos mutantes a partir de maio. Na conferência, foram apresentados os desenhistas dos principais títulos da franquia. Como era esperado, há semanas, o escocês Frank Quitely, famoso por seu trabalho em The Authority e que já trabalhou com Morrison em Flex Mentallo, foi escolhido para desenhar X-Men. Por sua vez, a revista Uncanny X-Men será ilustrada por Ian Churchill em cuja lista de obras incluem-se Wolverine 2000, Lionheart e Heroes Reborn: Avengers. Tom Raney permanece como reserva de ambos os títulos.



Ao que tudo indica, com sua saída no número 23 de The Authority, Quitely terá tempo de ilustrar a primeira edição de Morrison. Não se falou ainda em arte-finalista, mas algumas das obras mais conhecidas desse ilustrador foram finalizadas por ele mesmo. As circunstâncias de sua saída de The Authority não foram comentadas.

Frank Quitely
Capas ilustradas por Frank Quitely

Outra novidade foi uma pequena alteração. Anteriormente, fora divulgado que Morrison assumiria Uncanny e Casey, a revista não adjetivada. Na entrevista coletiva de quarta-feira, suas posições estavam trocadas.



Quando indagado quanto tempo as duas equipes permanecerão nos títulos centrais da franquia X, o editor-chefe Joe Quesada não entrou em detalhes de contrato. Em vez disso, preferiu filosofar: "Acho que todos estamos nessa enquanto as idéias continuarem frescas e os fãs estiverem se divertindo. Todo mundo pretende ficar bastante tempo. Nós estamos discutindo idéias que vão além de um ano de publicação".



A respeito das intenções por trás das mudanças, Quesada vê a chegada de Quitely e

Ilustrada por Ian Churchill

Churchill como um rompimento com o estilo que prevaleceu na década de 90. "Houve um momento em que os X-Men tornaram-se um monstro", disse o editor-chefe. "Nós começamos a canibalizar não só o estilo narrativo – um estilo predominantemente criado por Chris Claremont e John Byrne muito tempo atrás –, mas também [...] estilos de desenho. As revistas tornaram-se sinônimo do belo lápis de Jim Lee, que, aos poucos, foi se desgastando a cada novo ilustrador. Consequentemente, uma das coisas que quisemos fazer foi [...] encarar o fato de que há outras maneiras de desenhar essas personagens. Frank e Ian são radicalmente diferentes na maneira como abordam o lápis – estilisticamente distintos –, mas, ao mesmo tempo, oferecem a oportunidade única [...] de narrar histórias claras e belas. A isso, acrescente [...] um cara como Mike Allred em X-Force, e dá pra se acreditar que a marca X pode avançar muito por meio da diversificação em vez de apenas se canibalizar".

Quando indagado sobre a inter-relação entre os títulos X, Quesada disse que haveria pouco partilhamento de personagens entre os gibis, e que eles, via de regra, vão se manter separados. Pretende-se que a mesma postura seja praticada em toda a linha de títulos Marvel. "O que vocês estão vendo na linha Ultimate e o que vão ver em Homem-Aranha [...] é exatamente essa iniciativa - reader friendly (agradável ao leitor) –, com respeito à continuidade [...], mas sempre contando a história, tocando pra frente, partindo pra outra e mantendo os leitores entretidos e esperando mais".

Morrison e Casey, por sua vez, estavam otimistas quanto ao futuro que aguarda os Mutantes da Marvel. "A chance de tornar X-Men o gibi mais criativo do mercado além do mais vendável... foi o que me atraiu", disse Morrison.

Pelos comentários dos dois roteiristas, o leitor deve esperar um destaque menor à continuidade – em oposição ao peso opressivo que ela exercia antes – mais de acordo com as publicações da linha Ultimate Marvel.

Bill Rosemann da diretoria da Marvel anunciou que um arco de dois meses em março e abril intitulada Eve of Destruction (Véspera da Destruição), funcionará como o grand finale da atual seqüência dos X-Men, limpando o terreno para a próxima era.

Embora as regras predeterminadas da entrevista coletiva proibissem a discussão de quaisquer detalhes de trama, Quesada abriu uma exceção para dizer que, na segunda edição de Morrison, "em uma única página, ele vai matar mais mutantes do que provavelmente em toda a história da Marvel Comics. Eu posso garantir que vai haver mais mutantes mortos do que vocês já viram na sua vida".

Por fim, além da série Blink and the X-iles de Judd Winick e Mike McKone e da revista ainda sem nome de Chris Claremont e Salvador Larroca, Quesada anunciou outro título mutante sem oferecer detalhes.

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