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Chuck Palahniuk | Conheça outras obras do autor de Clube da Luta

Escritor norte-americano é dono de extensa e polêmica carreira literária

Caio Soares
04.01.2017
15h02
Atualizada em
04.01.2017
15h15
Atualizada em 04.01.2017 às 15h15

Conhecido mundialmente por Clube da Luta, Chuck Palahniuk muitas vezes é considerado um autor de uma só obra. Na ativa desde 1996, Chuck é dono de uma extensa e variada produção, e durante os últimos 20 anos adotou diversos estilos de escrita e temáticas para seus livros.

Monstros Invisíveis

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Trabalho de estreia de Chuck, Monstros Invisíveis foi recusado por diversas editoras que classificaram o livro como "muito perturbador". Por isso, só acabou sendo lançado em 1999. A obra conta a história de Shannon, uma modelo que vê sua vida perfeita se despedaçar após um acidente que a deixa desfigurada e incapaz de falar. Relegada ao anonimato, ela encontra um porto seguro na inesperada amizade com Brandy Alexander, um transsexual a um passo de se tornar uma verdadeira mulher. Atualmente o livro encontra-se esgotado nas livrarias brasileiras.

Sobrevivente

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Lançado no mesmo ano do filme Clube da Luta, Sobrevivente é centrado em Tender Branson, membro de uma seita religiosa nos Estados Unidos que sequestra um avião e conta a história de sua vida enquanto o avião possui combustível. O livro, que possui capítulos e páginas numeradas de trás para a frente, acompanha as gravações de Branson na caixa-preta do avião.

* Por que continuamos a falar sobre Clube da Luta 20 anos após seu lançamento?

Para quem conhece o escritor apenas pelo enredo anarquista de seu trabalho de estreia, confira uma seleção do que já foi lançado de Chuck Palahniuk no Brasil. Atualmente, os livros do autor são lançados pela LeYa.

No Sufoco

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Victor Mancini abandonou a faculdade de medicina e arrumou um plano mirabolante e genial para custear as despesas da mãe idosa: Ele vai a um restaurante e engasga de propósito, atraindo a atenção de alguém para salvá-lo.  Ele mantém uma lista detalhada de todos os que o salva e os envia cartas frequentes sobre faturas fictícias que é incapaz de pagar. As pessoas sentem tanta pena dele que passam a enviar-lhe dinheiro. Uma adaptação para o cinema foi dirigida por Clark Gregg e protagonizada por Sam Rockwell e Anjelica Huston. Palahniuk faz uma aparição no filme.

 

Assombro

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O livro se desenvolve contando a história de 18 escritores que respondem a um anúncio estranho, convidando-os a um retiro, para que eles consigam escrever sua obra-prima. No entanto, a experiência se transforma em um reality show macabro quando os convidados acabam trancados em um teatro abandonado, tendo que lutar por comida e pela sobrevivência. Fez polêmica nos Estados Unidos após o desmaio de pessoas durante as leituras públicas da turnê de divulgação.

Mais Estranho que a Ficção

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Como romancista, Chuck se notabilizou por retratar personagens pouco convencionais. Em Mais estranho que a ficção o autor abandona o universo ficcional e aponta seu foco para as pessoas reais e ainda incomum. O livro é um mergulho no lado mais bizarro e excêntrico dos Estados Unidos. Dividido em três, partes o livro reúne uma série de reportagens, ensaios, crônicas e perfis com enfoque jornalístico, alguns escritos para revistas norte-americanas, que trazem em comum o estilo e o gosto de Palahniuk pelo estranho e pelo absurdo infiltrados na vida cotidiana.

Clímax

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Penny Harrigan é uma jovem recém-formada em Direito que divide um apartamento no Queens e há tempos não tem nem sinal de vida amorosa. A advogada começa a se envolver com um megabilionário famoso por casos com as mulheres mais lindas e cobiçadas do planeta e, em meio ao encanto, descobre que é a cobaia da Beautiful You, linha de apetrechos sexuais que serão vendidos às mulheres do mundo todo numa cadeia multinacional de lojas. Mistura insana de “Barbarella” e “50 tons de cinza”, Clímax é uma obra cheia de reflexões sobre gênero, sexo, mercantilização do sexo e vícios da sociedade pós-moderna.

Snuff

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Snuff fala os bastidores da indústria de cinema pornográfico. Palahniuk encadeia as histórias de vida de figuras que estão a um passo da linha da miséria em uma indústria insólito. O tema do livro é inspirado no recorde estabelecido em 1995 pela atriz Annabel Chong, que se relacionou com 70 homens ao longo de dez horas. Com doses de ironia e escatologia, Snuff faz uma crítica contundente à sociedade contemporânea, em que a falta de escrúpulos ultrapassa as barreiras amorosas e os laços familiares.

Condenada/Maldita

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Condenada e Maldita narram a história de vida de Madison Spancer, uma garotinha de 13 anos de idade que foi abandonada em um orfanato suíço e morreu de overdose de maconha. No inferno, a garota se une a um grupo de jovens pecadores para enfrentar o Satã. Em Maldita, a jovem é capaz de ver e ouvir o mundo sem que seja percebida pelos vivos. Madison revisita os lugares e é atormentada por fantasmas do passado. A crítica que o autor, transvestido de Madison, faz ao consumismo desenfreado, a futilidades, religião e trabalho são formidáveis.

Cantiga de ninar

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Palahniuk declarou em entrevistas que este é o seu livro mais impactante. Em "Cantiga de Ninar" Carl Streator é um repórter solitário e viúvo que recebe a tarefa de realizar uma série de artigos sobre o que chamam de "Síndrome da Morte Infantil Súbita". Durante a investigação ele descobre uma ligação sinistra: a presença, em todos os cenários das mortes destas crianças, de antologia "Pomas e rimas ao redor do mundo", aberto na página 27 onde está impressa uma cantiga africana. Não demora para o repórter descobrir que a canção é letal quando falada ou até mesmo pensada em direção a alguém.