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Bruxinhas da Disney no Brasil

Bruxinhas da Disney no Brasil

FG
22.03.2002, às 00H00.
Atualizada em 08.11.2016, ÀS 10H07
Há pouco tempo, a Editora Abril fez um lançamento nas bancas que talvez tenha passado desapercebido por muitos leitores habituais de histórias em quadrinhos. Acontece que o novo título não traz personagens conhecidas, e muitas das bancas não lhe deram o merecido destaque. A publicação de 84 páginas, no entanto, traz um nome de peso: a marca Disney.

A revista em questão é WITCH, ou melhor, W.I.T.C.H., acrônimo formado pelas iniciais de suas heroínas: Will, Irma, Taranee, Cornelia e Hay Lin. Trata-se de uma saga totalmente desenvolvida pelo estúdio de quadrinhos que a Disney mantém na Itália. Lançada na Europa em 2001, a série apresenta cinco adolescentes às voltas com poderes místicos recém adquiridos para que controlem os quatro elementos: terra, fogo, ar e água. Seu propósito é manter a Muralha de Kandrakar, que divide o Metamundo em duas zonas distintas, a dos que querem paz e a dos que vivem para a dor dos outros. Os espíritos iluminados criaram a Fortaleza, onde vivem os Guardiões da Muralha. Atualmente, no entanto, a barreira está sendo ameaçada... e sua fragilização tem reflexos no nosso planeta. Uma das meninas, Will não controla elemento algum, mas é responsável pelo Coração de Kandrakar, que contém a Força da Natureza.

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WITCH não traz, como se vê, uma história nova – aliás, o conceito é bem batido – mas as possibilidades de desenvolvimento são inúmeras. Afinal, com cinco protagonistas, as reviravoltas na trama podem garantir ótima diversão. Isso sem falar no acréscimo de novas personagens a cada edição. Todavia, se a história é simples, a ilustração impressiona. É nela que reside o grande mérito desta publicação. WITCH é muito, mas muito bem desenhada. Cada quadro parece uma célula de animação, em decorrência do traço, do movimento, da fluidez e das cores.

Como nem tudo é perfeito, há dois pontos negativos: A Editora Abril não creditou os autores da série, o que é uma pena; e a divulgação tem visado apenas o público feminino. Em tempos de Harry Potter e Senhor dos Anéis, mangás e animação japonesa, o gibi tem tudo para agradar os garotos.

A fim de corrigir uma injustiça, aqui vão os créditos que obtive com a ajuda de Fernando Ventura. O roteiro é escrito a quatro mãos por Elisabetta Gnone e Francesco Artibani enquanto os desenhos ficam por conta de Alessandro Barbucci. Donald Soffritti assina a arte-final. A colorização é de Bárbara Canepa e Mara Damiani. A versão brasileira conta com tradução de Primaggio Mantovi e letras de Lílian Mitsunaga.

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