The Batman | 10 HQs indicadas para Robert Pattinson conhecer o herói

Créditos da imagem: Divulgação/DC Comics

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The Batman | 10 HQs indicadas para Robert Pattinson conhecer o herói

Ator revelou estar lendo quadrinhos em preparação para o filme

Gabriel Avila
08.11.2019
19h05

The Batman, o filme que marca o retorno do Homem-Morcego aos cinemas após a trilogia de Christopher Nolan e uma curta participação no DCEU, está começando a tomar forma. Anunciado como protagonista do longa em junho, Robert Pattinson revelou estar lendo HQs do herói em preparação para viver Bruce Wayne. De acordo com o ator, sua pesquisa inclui não só os clássicos, mas também “histórias contemporâneas” do Morcegão. Para auxiliar Pattinson em sua busca, preparamos uma lista com 10 quadrinhos perfeitos para conhecer não só como funciona a mente do mascarado, mas também a Gotham e a origem dos vilões que ele deve enfrentar:

O Longo Dia das Bruxas

Celebrada como uma das maiores histórias do Batman, O Longo Dia das Bruxas é apontada como uma das maiores inspirações para o diretor Matt Reeves construir a história de seu filme. Escrita por Jeph Loeb com desenhos de Tim Sale, a HQ mostra o surgimento de Feriado, um assassino que faz vítimas em datas comemorativas. Os métodos não convencionais e as vítimas do criminoso complicam a investigação de Batman, que ainda tem que lidar com uma crescente tensão entre as famílias mafiosas de Gotham. Focado em um mistério no melhor estilo whodunit, o quadrinho vai fundo no lado detetive do Batman para criar uma atmosfera noir se aproveita do cenário criminoso para prestar homenagens a filmes consagrados como O Poderoso Chefão dentro do universo DC. A história ganha ainda mais camadas com a participação dos vários vilões da galeria do Homem-Morcego, com boa parte de seus inimigos aparecendo - ou até mesmo surgindo - durante a trama.

Mulher-Gato: Cidade Eterna

O Longo Dia das Bruxas ganhou uma sequência chamada Vitória Sombria, que acompanhava uma nova investigação do Batman, em que ele perseguia um misterioso assassino chamado Enforcador. Anos depois de concluir a segunda aventura, a dupla Jeph Loeb e Tim Sale voltou a esse universo na HQ Mulher-Gato: Cidade Eterna, que serve de ponte para os quadrinhos anteriores. Na trama, Selina Kyle vai para Roma para investigar seu passado e fugir da loucura que se instaurou em Gotham. Porém, ela se envolve em um assassinato que coloca a máfia italiana em seu rastro e, consequentemente, acaba com seu sonho de férias tranquilas. Focado na Mulher-Gato, o quadrinho desenvolve com sutileza não só sua personalidade, mas a natureza ambígua da sua relação com o Batman, poucas vezes abordada nos quadrinhos. E mais: sob a perspectiva da vilã. Personagem complexa, a ladra que será vivida por Zoë Kravitz pode roubar a cena em The Batman.

Origens Secretas

Com poucos detalhes revelados até o momento, a única certeza é que The Batman terá a presença de vários vilões do herói. Mulher-Gato, Charada e Pinguim já foram confirmados, e ainda há rumores de uma possível participação do Duas Caras. Caso Pattinson queira conhecer melhor seus futuros inimigos, uma indicação é Origens Secretas. A HQ acompanha Steve Jones, um produtor de TV que decide contar as origem de alguns dos maiores criminosos de Gotham para catapultar sua audiência. Em sua jornada ele entrevista capangas, entes queridos e até mesmo os próprios antagonistas do Homem-Morcego para traçar seus perfis. Assim são apresentados Pinguim, Duas Caras e Charada. Edward Nygma, aliás, é um dos pontos altos do quadrinho, pois em sua participação o roteirista Neil Gaiman faz uma sutil crítica à evolução dos quadrinhos - que se tornaram cada vez mais cínicos e violentos.

Guerra das Piadas e Charadas

Com uma grande quantidade de vilões confirmados, é possível que o filme aposte não em uma aliança pela cabeça do Morcego, mas uma guerra de facções. Sendo Gotham um território fértil para o surgimento de chefes do crime, não é preciso muito para que a cidade se torne um barril de pólvora. Nos quadrinhos, um dos exemplos mais recentes é a Guerra de Piadas e Charadas, quando o Coringa e o Charada montam um exército de super-vilões cada um e entram em conflito, reunindo o que a cidade tem de pior. Com a cabeça a prêmio, o Batman se esforça para encerrar o conflito antes que toda a Gotham vá para os ares. Tom King constrói o conflito em camadas, criando tensão tanto em cenas de pancadaria generalizada, quanto em um jantar na mansão Wayne. Como o Coringa não deve aparecer, o outro lado do conflito contra o Charada poderia ser o Pinguim ou o Duas Caras, mafiosos que comandam negócios escusos na cidade desde sempre.

Ano Um

Indicar quadrinhos do Batman sem citar Ano Um é uma tarefa impossível graças ao inspirado trabalho de Frank Miller, o pai do Batman moderno, e do artista italiano David Mazzucchelli. Com a missão de recontar e modernizar a origem do Homem-Morcego mais de 40 anos depois, a dupla mergulhou em referências pulp, se aproveitou da estética cinematográfica de obras como Taxi Driver e criou uma história que desenvolve não só o herói, mas o universo a sua volta. Superficialmente simples, a trama pode ser resumida como uma recriação da trágica história de Bruce Wayne, um garoto que teve os pais assassinados e, tomado pelo luto, decidiu se tornar um vigilante mascarado para impedir que outros sofram perdas parecidas. Entretanto, Miller e Mazzucchelli expandem essa premissa e mostram também o surgimento de figuras importantes, como James Gordon antes de se tornar Comissário, Selina Kyle antes de se tornar Mulher-Gato e especialmente a podridão de Gotham, que vai dos becos perigosos ao departamento de polícia. Mesmo que Matt Reeves já tenha descartado a inspiração na obra, essa é a indicação definitiva para qualquer um que queira conhecer o Homem-Morcego.

Ano Zero

Em 2011, a DC Comics zerou novamente seu universo e deu origens mais modernas a seus consagrados heróis em uma fase chamada Novos 52. Embora as motivações do Batman tenham permanecido ligadas ao assassinato de seus pais, em Ano Zero o roteirista Scott Snyder decidiu abordar não só os primeiros passos de Bruce Wayne como vigilante, mas também detalhes menores que fazem parte da mitologia do personagem - como a construção da Batcaverna e o início da parceria entre o Morcego e o Comissário Gordon. Entretanto, o que torna a história especialmente indicada para Pattinson é seu grande vilão: o Charada. No quadrinho, Edward Nygma é o primeiro grande oponente que o Homem-Morcego enfrenta em sua carreira. Valendo-se da natureza engenhosa do antagonista, o enredo cria desafios cerebrais para o Batman, que até aquele ponto estava mais acostumado a resolver seus casos na porrada. Através de um plano engenhoso que utilizou até vilões menores da galeria do Homem-Morcego, Nygma coloca Gotham de joelhos de forma poucas vezes antes vista no cânone do herói, obrigando-o a lutar contra seus próprios demônios para salvar a cidade que tanto ama pela primeira vez.

Eu Sou Suicida

Quando assumiu a HQ do Batman durante a fase do Renascimento DC, o roteirista Tom King estava decidido a mostrar o lado mais humano do herói. O autor mergulhou na psique de seu protagonista em histórias que vão além da velha premissa de colocar o Morcego contra a criminalidade e passou a investigar suas motivações e principalmente seus traumas. Um dos melhores exemplos dessa dinâmica está no arco Eu Sou Suicida, em que Bruce Wayne invade a prisão de Santa Prisca para resgatar o Pirata Psíquico - vilão com sugestivos poderes mentais - que havia sido levado por Bane para ajudá-lo a se livrar da dependência do Veneno. Para a missão, Batman vai até o Asilo Arkham e monta uma espécie de Esquadrão Suicida pessoal com criminosos escolhidos a dedo graças a suas habilidades especiais.

Carregada de ação e reviravoltas, a trama é intercalada com uma tocante troca de cartas entre o Homem-Morcego e a Mulher-Gato que revela os efeitos que o trauma causado pelo assassinato de seus pais teve no jovem Bruce Wayne. Em suas correspondências, o milionário questiona toda a natureza de sua cruzada contra o crime e o papel que o Batman tem na forma como ele lida com a perda. Apesar de enxergar o lado ridículo de ser um homem adulto vestido como morcego pulando por gárgulas, Bruce finalmente admite que é sua forma de lidar com o peso de estar vivo nesse mundo frio que tomou tudo o que ele havia de mais precioso. Se Pattinson quiser fazer um completo estudo de personagem, Eu Sou Suicida pode ser uma boa pedida. De brinde, a história também desenvolve de forma madura o relacionamento de Batman com a Mulher-Gato, que também estará no filme.

Terra Um

Conhecida por seu Multiverso, a DC Comics decidiu em 2012 criar a Terra Um, um novo universo para dar novas - e modernas - origens para seus heróis sem as amarras da cronologia. Essa nova realidade trouxe uma dinâmica ainda mais realista para o cenário de Gotham, mostrando o Batman cometendo erros, lidando com falhas de equipamento e até mesmo mantendo uma relação conflituosa com Alfred. Com um roteiro pensado na medida para agradar fãs antigos e apresentar o universo para novos, Terra Um é uma indicação certeira, especialmente pela presença de Oswald Cobblepot, o Pinguim. O tradicional vilão, que pode ser interpretado por Colin Farrell em The Batman, exerce um papel importante na trama em primeiro lugar por ser o prefeito de uma Gotham ainda mais corrupta do que o normal, e em segundo por estar diretamente ligado ao assassinato dos Wayne. Caso queira evitar a ideia de um vilão clássico estar relacionado à morte de Thomas e Martha, como visto no primeiro filme do Batman por Tim Burton, o diretor Matt Reeves pode se inspirar pelo lado de figura pública com interesses escusos na miséria local.

Batman e Robin: Duas Caras

Uma das adições mais recentes à mitologia do Batman é Damian Wayne, filho de Bruce que se tornou o Robin quase instantaneamente após surgir na vida do bilionário. Porém, o garoto foi morto na conclusão da HQ Corporação Batman, o que criou um problema para os quadrinistas responsáveis pelo título “Batman e Robin”, que tiveram de se virar para contar histórias sem metade da dupla dinâmica. O jeito encontrado pelo roteirista Peter Tomasi e o artista Patrick Gleason foi chamar personagens “convidados” para protagonizar as histórias com o Homem-Morcego, e dessa fase surgiu um dos arcos mais lembrados pelos leitores: o do Duas Caras. A história introduz Harvey Dent ao universo dos Novos 52, reimaginando sua trágica origem desde os primeiros anos na advocacia até a cruzada contra a criminalidade que acabou colocando sua cabeça a prêmio. O quadrinho também estreita a ligação entre Dent e Bruce Wayne, que nessa versão se tornam amigos antes que a tragédia chegue ao promissor promotor e o transforme em um dos maiores criminosos de Gotham.

Grandes Astros Batman

E se ao invés de encher seus inimigos de porrada, o Batman tentasse curá-los de sua psicopatia? Essa é a premissa de Grandes Astros Batman, HQ de Scott Snyder e John Romita Jr que acompanha a jornada do Batman para curar o Duas Caras de sua metade maligna. Sentindo que seu lado criminoso está prestes a tomar o controle, Harvey Dent pede a Bruce Wayne que o leve até um lugar onde está a cura para sua loucura. Porém, quando o lado mau toma conta, o vilão coloca uma recompensa pela cabeça do Batman. Com uma estrutura de road movie, o quadrinho discute a dualidade entre vigilantes e criminosos enquanto coloca o Batman em absurdas cenas de ação que obrigam o herói recorrer a todo o tipo de apetrechos, de serra elétrica a repelente de tubarão.