Alameda dos Artistas estreia na Bienal do Livro de SP com R$ 1,2 milhão em vendas
Espaço inédito reuniu 34 quadrinistas e registrou 93,3% de aprovação nas metas de vendas
Créditos da imagem: Divulgação
A Alameda dos Artistas by BIC estreou na Bienal Internacional do Livro de São Paulo com um faturamento bruto autodeclarado de R$ 1,252 milhão. O espaço, coordenado por Ivan Costa, cofundador da CCXP, foi o primeiro dedicado exclusivamente a quadrinistas na história da feira e reuniu 30 mesas e 34 artistas ao longo dos dez dias de evento.
Do total de expositores, 66,7% venderam acima ou muito acima do esperado, índice que sobe para 93,3% quando somados os que atingiram exatamente as metas. A mediana de faturamento por participante ficou em R$ 22 mil, a média em R$ 41,7 mil, e alguns casos individuais chegaram a R$ 120 mil. Os quadrinhos foram os itens mais vendidos em 83,3% das mesas.
A visibilidade também rendeu frutos. Mais da metade dos artistas, 53,3%, disse ter conquistado mais projeção na Bienal do que em eventos especializados de cultura pop. Para Sevani Matos, presidente da Câmara Brasileira do Livro, o espaço reconhece o peso das HQs no mercado. "A Bienal do Livro sempre foi o reflexo da diversidade literária do nosso país, e os quadrinhos são hoje um dos pilares mais vibrantes e criativos do nosso mercado editorial."
O espaço reuniu nomes de gerações e estilos variados, de Laerte e Rafael Coutinho a fenômenos da internet como Téo & o Mini Mundo e Picolo, passando por Fábio Yabu, Helena Cunha, Germana Viana, Gidalti Jr., Hugo Canuto, Daniel HDR, Kaiju e Monge Han. Além de vender obras, os artistas fizeram sessões de autógrafos e demonstrações ao vivo de técnicas de desenho.
"Tive contato com meu público, fui chamada para novos trabalhos e saio recarregada de ideias", contou Helena Cunha. Já Germana Viana destacou o alcance junto a novos leitores. "Estou feliz demais de levar meus gibis para tanta gente que ama leitura, mas que nem sabia que a gente existia." A equipe da Kaiju Editora resumiu o sentimento. "A Bienal provou que existe um interesse enorme por histórias em quadrinhos fora da bolha dos fãs de HQs. Para nós, a participação foi um divisor de águas."
A edição de 2026 da Bienal recebeu mais de 760 mil visitantes no Distrito Anhembi, com 269 expositores e 800 autores, sendo 91% brasileiros. O faturamento médio dos expositores cresceu 57% em relação a 2024.
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