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A volta do Esquadrão Supremo

A volta do Esquadrão Supremo

Rodrigo Piolho
17.10.2002
00h00
Atualizada em
03.11.2016
09h02
Atualizada em 03.11.2016 às 09h02

Cerca de 35 anos atrás, um novo e estranho grupo de heróis fez sua estréia nas páginas de Avengers 85 e 86. Na trama, vários membros dos Vingadores eram transportados para uma Terra Paralela, na qual acabavam por confrontar os heróis daquele mundo, conhecidos como Esquadrão Supremo. A idéia era que cada membro do Esquadrão fosse uma espécie de contra-parte de cada um dos Vingadores, apesar de se parecerem muito mais com os membros da Liga da Justiça, da rival DC Comics. Como sempre acontece quando dois grupos de heróis se encontram pela primeira vez, depois do conflito inicial eles se uniram para derrotar uma ameaça em comum. No final da história, os Vingadores, claro, retornaram ao seu universo de origem.

Ao longo dos anos 70 e 80 os membros do Esquadrão Supremo voltaram a dar as caras como convidados em diversos títulos da Marvel. Voltaram inclusive a enfrentar os Vingadores na (hoje clássica) Saga da Coroa da Serpente. Ainda na década de 80, o falecido escritor Mark Gruenwald decidiu dar uma nova abordagem ao grupo. Em uma maxi-série em 12 edições, Mark mostrou um Esquadrão bem diferente dos heróis tradicionais, um grupo mais sombrio, cujo desejo único era mudar o seu mundo, sem se preocupar se isso era o melhor a ser feito. Os heróis ficaram divididos entre seu desejo de criar um mundo perfeito e os direitos básicos de cada indivíduo habitante daquele mundo. A série, em parte publicada por aqui na extinta Marvel Force da Editora Globo, é considerada uma das melhores histórias produzidas pela Marvel nos anos 80.

Depois da série, o Esquadrão fez ainda algumas raras aparições em títulos da Marvel, como Avengers.

Agora, a Marvel anunciou a volta do grupo em um título mensal escrito por J. Michael Straczynski (Babylon 5, a nova série do Homem-Aranha) com arte de Gary Frank. O novo título será mais uma iniciativa de aproximar mais as histórias de heróis do mundo real, idéia cogitada desde os eventos fatídicos de 11 de setembro de 2001. As histórias do Esquadrão não se passarão nem no Universo Marvel oficial, nem em sua versão Ultimate. "Essas histórias não se localizam no Universo Marvel ou no Ultimate. É o nosso universo (o real, no qual vivemos) com um punhado de pessoas superpoderosas", explicou Gary Frank.

Frank está bastante empolgado com o projeto, especialmente pelo fato de trabalhar com Straczynski. "Eu soube de algumas coisas que ele tem em mente e fui fisgado. Quando li o primeiro roteiro, não pude conter a satisfação de estar trabalhando nele. É, com certeza, a melhor coisa que li em muito tempo". Gary ainda ressaltou o fato de que o grande desafio da série é justamente o de criar histórias verossímeis, já que é necessário que tanto ele quanto Straczynski abandonem toda e qualquer convenção existente a respeito dos super-heróis. "O grande desafio é descobrir o que é essencialmente um super-herói e pensar como eles pareceriam de verdade. Nós temos que fingir que as convenções em relação aos super-heróis não existem".

O título mensal do Esquadrão Supremo ainda não tem data de lançamento definida, mas deve chegar às lojas no primeiro semestre de 2003.