Deezer: 1 mês grátis + 20% OFF!

Icone Fechar
Séries e TV
Entrevista

Cangaço Novo | Allan Souza Lima revela “alerta espiritual” que recebeu no 2º ano

O ator tomou medidas drásticas para não sofrer um acidente no set

Omelete
5 min de leitura
03.05.2026, às 09H00.

Cangaço Novo segue entre as dez séries mais assistidas do Prime Video desde o lançamento da segunda temporada, em 24 de abril. Mas o sucesso não veio sem muito suor. Em entrevista ao Omelete, o protagonista, Allan Souza Lima contou que precisou forçar uma queda de um cavalo, após receber um sinal de que sofreria um acidente.

Omelete Recomenda

Allan revelou que, um dia antes de gravar uma grande corrida de cavalo para o segundo ano, ele sonhou que iria cair. “Eu entrei numa paranoia, numa loucura na minha cabeça, e eu fiquei a madrugada inteira acordado", relembrou o ator. Ele contou que cogitou ligar para o diretor, Fábio Mendonça, e cancelar as gravações.

Allan Souza Lima na 2ª temporada de Cangaço Novo
(Divulgação/Prime Video)

A solução escolhida pelo astro, no entanto, foi outra. Em vez de cair por acidente, durante as gravações, Allan decidiu forçar uma queda. “A Amazon que me mate, mas eu falei, ‘eu preciso cair desse cavalo’. Porque se eu não cair [assim], eu sei que eu vou cair em algum momento, eu preciso resolver essa história na minha cabeça. E aí, eu dei uma açoitada no cavalo, o cavalo deu uma corcoveada ali, e foi quando eu caí. A galera ficou [chocada], mas eu precisava resolver isso espiritualmente eu e o meu cavalo", contou.

Confira nossa entrevista completa com Allan Souza Lima (Ubaldo), Alice Carvalho (Dinorah) e Thainá Duarte (Dilvânia):

Omelete: Queria começar com você, Thainá, porque o primeiro episódio começa com o milagre de Dilvânia. E eu acho que isso vai guiar muito essa segunda temporada, né? Como você vê essa jornada dela e como foi abraçar esse lado ainda maior de fé?

Thainá: No comecinho do primeiro episódio, ela tá nos escombros da igreja, completamente perdida porque a fé dela foi queimada. Então ela está atordoada, até que ela tem aquele sonho e recebe o sinal que ela estava esperando. E tem um caminho muito bonito de contar de onde vem essa espiritualidade da Dilvânia, trazendo ela quase como uma figura santificada. Quando a igreja queima, ela volta com ainda mais fé. E através desse empoderamento que ela tem, ela traz um lado humano, o lado de olhar, o lado de se importar, do cuidar. E através disso, existe o cuidado com essas pessoas do arraial, e, junto com a Zeza, elas ganham também uma força política. E as decisões que a família toma, agora as duas estão participando ainda com mais força. Eu acho que esse lado da fé da Dilvânia, que é testado no fim da primeira e no começo da segunda, faz dela mais forte. E aí faz com que a participação dela fique mais madura.

Omelete: E Alice, eu gostei muito de um vídeo que você postou, de todas as habilidades que você tem que ter para atuar, além de só decorar fala. E eu acho que Cangaço Novo é uma grande representação disso, né? Você precisa saber atirar, dirigir carro de grande porte, moto e tudo mais. Qual foi talvez a coisa mais difícil de aprender nesse processo?

Alice: Todas essas habilidades são muito massas, adoro Barbie profissões. O ônibus é uma responsabilidade grande, né? É um veículo muito grande. Só que, antes de qualquer ação física, tem uma coisa que eu trouxe, que são uns exercícios de preparação que a gente fazia, e eu acho que, da gente, eu sou a mais indisciplinada em alguns sentidos. E era muito difícil pra mim imaginar acordar de manhã e fazer uma sequência de exercícios de bioenergética e não sei o quê. Então acho que a coisa mais difícil, mas que eu consegui fazer, foi incorporar alguma disciplina antes da maluquice que descamba quando a gente chega no set. 

Omelete: E, Allan, eu queria perguntar sobre o Ubaldo, porque eu amei nesses dois primeiros episódios a relação dele com o cavalo, eu achei muito simbólica ali. Como foi trabalhar com o Flipper? Vocês criaram uma conexão ali?

Allan: Foi lindo esse encontro. Eu sou apaixonado por cavalo. Tenho um tatuado no meu braço. Eu comecei a criar essa relação, acho que uns mês e meio antes, pra ele entender, criar, ter o cheiro e tal, mas eu sempre ouvia: ‘ele é cavalo e tem que entender que tem que respeitar o espaço dele’. Tanto que teve duas cenas muito emblemáticas. Uma foi na cena do curral ali, que eu precisava mostrar que eu não sabia de nada de como manusear o cavalo, e eu acirrei o cavalo naquele momento, e ele realmente começou a ficar agressivo. Então eu tive que ter muito cuidado. E teve um outro momento. A segunda temporada foi uma loucura na minha cabeça, todos sabem. E eu caí de moto na primeira temporada. E aí um dia eu sonhei que eu ia cair do cavalo. E aí eu entrei numa paranoia, numa loucura na minha cabeça, e por acaso, foi um dia antes daquela cena daquela corrida da Amazônia gigante ali, e eu fiquei a madrugada inteira acordado e eu falei, vou ligar pro Fabinho [diretor] e vou cancelar, vou dizer que eu não posso, que há algo... e eu tinha certeza que eu ia cair. Tanto que, a Amazon que me mate, mas eu falei, ‘eu preciso cair desse cavalo’. Porque se eu não cair, eu sei que eu vou cair em algum momento, eu preciso resolver essa história na minha cabeça. E aí, tem uma cena que eu caio realmente do cavalo ali, aí teve uma hora que eu pedi para ligarem a câmera. Eu dei uma açoitada no cavalo, o cavalo deu uma corcoveada ali, e aí foi quando eu caí. A galera ficou: ‘oi? não!’ E eu falei: eu precisei resolver essa, eu precisava resolver isso espiritualmente eu e o meu cavalo.

Omelete: Aí eu quero aproveitar então pra perguntar o quanto de força vocês duas realmente colocaram naquele soco ali que vocês deram no Allan segundo episódio.

Alice: Ela é mais forte que eu. Na verdade. 

Thainá: Na vida real a brava sou eu. É. A mais brava sou eu. Ele falou até na cena e ele queria dizer de verdade: não bate com força.

Allan: É interessante, porque na história o Ubaldo tá dentro do conflito psicológico dele, também, com a perda do pai, e as irmãs tão tentando puxar ele, né? Vem, a gente precisa de você. E por vezes essa também é a dinâmica que a gente teve entre nós três, sabe? É muito engraçado porque as dinâmicas que a gente acompanha na série, elas mudam muito, eles flutuam, tem a briga dos dois, depois briga um, depois não sei o que, depois se ama. E com todo o tempo de convivência que a gente teve, isso aconteceu de verdade, né? 

Comentários (0)

Os comentários são moderados e caso viole nossos Termos e Condições de uso, o comentário será excluído. A persistência na violação acarretará em um banimento da sua conta.

Sucesso

Ao continuar navegando, declaro que estou ciente e concordo com a nossa Política de Privacidade bem como manifesto o consentimento quanto ao fornecimento e tratamento dos dados e cookies para as finalidades ali constantes.