Pikachu

Créditos da imagem: Warner/Divulgação

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"Detetive Pikachu foi feito por fãs", diz que brasileiro da produção

Fellipe Beckman fala sobre o longa

Fábio de Souza Gomes
14.06.2019
19h48
Atualizada em
17.06.2019
14h58
Atualizada em 17.06.2019 às 14h58

Pokémon: Detetive Pikachu tornou-se a maior bilheteria de um filme baseado em videogame e muito disso deve-se a história, ao estilo dos Pokémon e como o longa conseguiu equilibrar um cenário realista com o estilo do game. O visual estilizado das cidades contou com a participação de Fellipe Beckman, maranhense que trabalha na MPC, um dos maiores estúdios de VFX do mundo.

“Eu sempre fui fã do desenho e posso dizer que pelo menos 99% da equipe era fã, sem dúvidas foi um projeto feito de fãs para fãs”, afirmou em entrevista exclusiva ao Omelete.

Natural de São Luís do Maranhão, o artista começou com 16 anos, quando teve contato com o software 3D. Na época ele não tinha computador e, por isso, ele precisava usar na casa de um amigo. “Somente uns anos depois eu tive a oportunidade de fazer um curso intensivo de CG, foram duas semanas bem intensas. Foi um divisor de águas naquela época, pois eu tive acesso a informações que eu jamais conseguiria estudando sozinho. Somente em 2018 eu tive a oportunidade de trabalhar em VFX para cinema: foi quando fui aceito na Double Negative (DNEG) aqui em Vancouver, uma das maiores empresas de VFX do mundo. Isso porque eu apliquei 5 vezes para a vaga. Em dezembro de 2018, eu mudei para a MPC, que é a empresa que trabalho atualmente, e foi onde tive a oportunidade de trabalhar em Detective Pikachu entre outros filmes ainda em produção”, afirmou.

Beckman trabalhou como Concept Artist e Lead Environment Generalist e foi responsável por muitos dos cenários do longa. Para ele, o mais complicado foi Ryme City e as cenas da floresta. “Tudo pelo fato de ser algo que não existe na vida real e pela complexidade das cenas. Tivemos muitos desafios técnicos e artísticos, mas foi uma ótima experiência, o time deu o melhor de si e o resultado final é o reflexo disso”, completou.

O artista virá ao Brasil entre os dias 27 e 29 de setembro para falar de sua experiência na Unhide Conference, maior evento de arte digital da América Latina que será realizado no Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo.