De fã à voz do Pikachu: como Phillipe Maia levou um pouco do Brasil para Pokémon

Créditos da imagem: Detetive Pikachu/Warner Bros/Reprodução

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De fã à voz do Pikachu: como Phillipe Maia levou um pouco do Brasil para Pokémon

Filme chega aos cinemas nesta quinta-feira (9)

Mariana Canhisares
09.05.2019
09h00
Atualizada em
08.05.2019
18h52
Atualizada em 08.05.2019 às 18h52

Quem for aos cinemas ver Detetive Pikachu talvez reconheça a voz do Pokémon como a de outro personagem que ama: Sam Winchester, de Supernatural; Newt Scamander, de Animais Fantásticos; ou, quem sabe, do protagonista de Todo Mundo Odeia o Chris. "Já entrei no Uber, dei 'boa tarde' e o cara falou 'meu Deus! É a voz do Brian do Velozes e Furiosos”, lembra, rindo, Phillipe Maia, o dublador do monstrinho na versão brasileira da adaptação.

Sem dúvidas, ele está acostumado a emprestar sua voz para personagens queridos do público. E, curiosamente, também para Ryan Reynolds, o dublador original do Pikachu. “Ajuda ter um ator talentoso do outro lado para você fazer um bom trabalho daqui”, conta Maia, que dublou Reynolds também em Lanterna Verde. "A voz dele já tem uma coisa jocosa, é naturalmente engraçada. É um dos atores que mais gosto de dublar".

Embora tenha seguido na linha do original, Phillipe, a diretora de dublagem Flávia Fontenelle e toda a equipe tiveram liberdade para fazer adaptações para o português. No inglês, o que era “kid” virou “guri”. No primeiro encontro entre Pikachu e Tim, por sua vez, o dublador acrescentou um “malandro” na ameaça do monstrinho de eletrocutar o personagem de Justice Smith. “Isso tem que ser feito com extremo bom senso, porque a gente não pode botar piada onde não tem, deixar o cara mais marrento do que ele é”, explica. Por isso, o trabalho todo é colaborativo: tradutor, dublador, diretora de dublagem, técnico de som e supervisora da distribuidora fazem sessões de brainstorming durante todo o processo para chegar no melhor resultado.

Porém, mesmo com a familiaridade com o ritmo e estilo de Reynolds, Detetive Pikachu teve seus desafios para Maia, principalmente para encontrar a voz do personagem-título. "Embora ela seja mais marrento no primeiro encontro, a relação do Pikachu com Tim vai evoluindo no decorrer do filme e ele tem momentos de mais sentimento, mais fofura. Então me preocupei em fazer todas essas nuances. Espero ter dado conta do recado".

Fã do anime desde a adolescência, Maia revelou que a dublagem nacional traz easter eggs para quem também cresceu amando Pokémon. Uma delas é a presença da voz de Fábio Lucindo, o dublador original do Ash. "Ele fez o apresentador do duelo na arena. Essa é mais uma coisa legal para os fãs da animação ouvirem a voz do Ash lá representada. Acho uma homenagem bem bacana".

Detetive Pikachu já está em cartaz nos cinemas.