Séries e TV

Entrevista

Orange is the New Black | Omelete entrevista a criadora e o elenco da série

Falamos com Jeji Kohan, Jason Biggs, Natasha Lyonne, Danielle Brooks e Piper Kerman sobre pirataria, as gravações no "modelo Netflix" e mais

Aline Diniz e Thiago Romariz
02.08.2013
17h47
Atualizada em
29.06.2018
02h43
Atualizada em 29.06.2018 às 02h43

Orange is the New Black é a quarta produção completamente original da Netflix. Criada por Jenji Kohan (Weeds), a série tem como base o livro homônimo de Piper Kerman que conta sua história e experiência dentro da cadeia.

O Omelete falou com Kohan, Kerman, Jason Biggs, Natasha Lyonne e Danielle Brooks, que falaram sobre a renovação da série antes mesmo de sua estreia, pirataria, o formato de comédia com uma hora de duração e muito mais.

Orange is the New Black 1a temporada 01

A primeira temporada de Orange is the New Black foi disponibilizada na Netflix em 11 de julho. Mesmo sem dados concretos sobre o sucesso da série, o canal de streaming se mostrou extremamente confiante e encomendou um segundo ano com mais 13 episódios para o programa. "É ótimo saber que poderemos explorar mais dos nossos personagens", disse Brooks. Segundo Biggs, "isso é muito atípico, não é comum [ser renovado com tanta antecedência]. É um reflexo que mostra como a Netflix não está fazendo as coisas da mesma forma que outras emissoras." "Eles são inovativos", completou Brooks.

Um dos grandes problemas que a Netflix conseguiu minimizar por sua parte foi a pirataria. Com a estreia simultânea de suas séries originais em inúmeros países e o razoável preço da mensalidade, o número de downloads ilegais caiu consideravelmente. Lyonne disse acha "importante que todos possam assistir ao programa juntos" mas, por outro lado, "não quer ir para a cadeia" como sua personagem. No caso de Kohan, o tempo de espera para que fãs de outros países assistam seus programas favoritos é longo demais e parte dela quer "que as pessoas assistam logo, de qualquer forma possível".

Por outro lado, a roteirista explica ainda que é "uma mulher de negócios" e que "os downloads ilegais não são justos com o time criativo pois eles não são compensados por seu trabalho". "Seria ideal que existisse uma outra maneira, mas a Netflix [já encontrou uma boa solução] para que outros países não precisem esperar", explicou Kohan.

No vídeo abaixo, Biggs, Brooks e Kerman falam sobre as diferenças entre a série e o livro, como foi filmar no "modelo Netflix", o que levariam para a cadeia caso fossem presos e mais. Confira:

Lyonne não deixou de comentar também que as gravações parecem "o filme dos sonhos". "Em um filme, levamos mais ou menos um mês para conseguir pegar o ritmo [das filmagens, mas aqui] temos um novo roteiro a cada semana e é tudo novo e surpreendente", finalizou a atriz.

Orange is the New Black inova ainda em sua duração. Apesar de ser comum hoje em dia vermos "dramédias" (séries dramáticas com uma hora de duração e alguns momentos de humor), comédias tendem a ter apenas 30 minutos por episódio para que o ritmo não se perca ao longo de sua exibição. "É difícil pois tudo é duas vezes mais longo", explicou Kohan, que alegou só ter percebido a dificuldade quando o time de roteiristas já havia começado a escrever a primeira temporada. "Eu costumava conseguir terminar um roteiro rapidinho, mas agora tudo leva muito mais tempo. Ainda assim, fomos privilegiados. No formato menor acabávamos tendo que cortar muita coisa."

Ao continuar navegando, declaro que estou ciente e concordo com a Política de Privacidade bem como manifesto o consentimento quanto ao fornecimento e tratamento dos dados para as finalidades ali constantes.