Pôster de Orange Is the New Black

Créditos da imagem: Divulgação/Netflix

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Orange Is the New Black | Taylor Schilling diz que está pronta para adeus

Atriz falou sobre crítica social feita no fim da sexta temporada

Rafael Gonzaga
02.08.2018
13h55
Atualizada em
02.08.2018
14h30
Atualizada em 02.08.2018 às 14h30

Taylor Schilling, a atriz que estrela como Piper Chapman em Orange Is the New Black, falou sobre os eventos do encerramento da sexta temporada da dramédia da Netflix e sobre o que esperar da sétima temporada. (via The Hollywood Reporter)

[Cuidado com spoilers!]

A série criada por Jenji Kohan teve uma importante reviravolta no final da sexta temporada, com a libertação antecipada de Piper. Embora a protagonista deixa Litchfield sendo uma pessoa completamente diferente do que era quando entrou, seu final contrasta com duas outras histórias. Taystee Jefferson (Danielle Brooks) foi condenada à prisão perpétua por um assassinato que não cometeu e Blanca Flores (Laura Gomez) está sendo deportada e transferida para um novo centro de detenção com fins lucrativos.

"As duas, Taystee e Blanca, têm estradas traiçoeiras e devastadoras à sua frente, enquanto Piper, por seus privilégios, tem uma transição comparativamente fácil", disse Schilling em entrevista. "Parece que se você é uma pessoa branca com recursos financeiros, a lei não toca em você. E, inversamente, as pessoas são punidas por serem pobres, ao contrário de serem punidas por qualquer tipo de crime".

A atriz disse se sentir grata por poder mostrar esse tipo de situação na tela. "Existem paralelos entre uma pessoa negra ou latina cometendo um crime e uma pessoa branca cometendo exatamente o mesmo crime, a disparidade na sentença é notável. É incrivelmente importante mostrar isso e eu estou feliz que tivemos a chance de falar sobre isso através da série, particularmente através dessa dinâmica Piper-Taystee".

Na entrevista, Schilling falou ainda acreditar que mostrar o processo de saída de Piper e das demais detentas era uma parte importante que a série precisava exibir. "Não há comparação com as consequências devastadoras que Taystee e Blanca estão enfrentando. Não há comparação com a volta de Piper para uma casa, uma rede que a apoia, tendo acesso ao mercado de trabalho, basicamente porque ela é branca. É uma parte vital da história. É importante ver essa mulher branca entrar no sistema e depois deixar o sistema. E agora mais do que nunca, como eu acho que essas conversas sobre privilégios estão sendo realizadas e estão muito mais presentes na cultura popular, há ainda mais espaço para examiná-las com profundidade".

Sobre a sétima temporada ter sido a última anunciada pela Netflix - potencialmente, a série pode encerrar no próximo ano -, Schilling disse que está pronta para Orange is the the New Black chegar ao fim. "Tivemos uma jornada de sorte, mas sempre há essa parte de estar pronta para o final. Você entra já pronto para o fim. É uma maneira muito agridoce e também bonita de existir no mundo. Então a resposta é sim, eu acho que estou pronta para me despedir. Estou muito animada com o que virá a seguir".

Os novos episódios chegaram à Netflix em 27 de julho. As cinco temporadas anteriores e todos os capítulos inéditos do sexto ano já estão disponíveis no catálogo do streaming.