One Piece terá desafio duplo no 2º ano: adaptar a melhor e a pior cena da saga
Cenas marcaram para sempre os fãs da franquia - para o bem e para o mal
Créditos da imagem: Netflix/Reprodução
A segunda temporada do live-action de One Piece estreia na próxima terça-feira (10). Logo no primeiro dia de trabalho, os astros Iñaki Godoy (Luffy), Mackenyu (Zoro), Taz Skylar (Sanji), Jacob Romero Gibson (Usopp) e Emily Rudd (Nami) postaram fotos no set. Novos atores também foram anunciados, como os da Baroque Works, da princesa Vivi (Edwina Sharma) e do rei Cobra (Sendhil Ramamurthy), de Alabasta, além dos médicos da ilha de Drum, onde vive Chopper.
[ATENÇÃO! Spoilers de One Piece a partir daqui]
O novo ano da produção promete acompanhar os Chapéus de Palha em sua jornada para entrar na Grand Line, uma gigantesca corrente marítima que contorna o globo, onde bússolas convencionais não funcionam. O aguardado arco da ilha de Loguetown, última ilha antes da Grand Line, encerra a primeira saga do anime. Além dela, a temporada promete adaptar ainda a Montanha Reversa, Whiskey Peak, Lily Garden e a Ilha de Drum, e existe a possibilidade de vermos a melhor e a pior cena da saga Alabasta no anime.
A melhor
O protagonista Monkey D. Luffy é sem dúvidas um dos personagens mais carismáticos do universo dos animes. Quase sempre com uma frase engraçada, o personagem também se sai bem em cenas de tensão e drama. Uma delas, inclusive, é o momento mais marcante do personagem na fase inicial do anime.
Durante o arco da ilha de Loguetown, onde o rei dos piratas Gol D. Roger nasceu e morreu, Luffy foi capturada pela aliança pirata de Buggy, O Palhaço, e Alvida. A dupla de piratas colocou o protagonista no mesmo cadafalso em que Roger foi executado e anunciaram sua morte publicamente. Com uma grande espada em mãos, Buggy se movimentou para decapitar Luffy, que em seus momentos finais disse uma de suas frases mais marcantes de toda a obra: "Zoro, Sanji, Usopp, Nami, me perdoem… eu vou morrer".
À beira da morte, não houve desespero, medo e muito menos arrependimento. Luffy abriu um de seus maiores sorrisos de toda obra para se despedir do grupo que aceitou navegar ao seu lado por toda a Grand Line. Seu sorriso deixou a ilha inteira atônita e fez os mais velhos se lembrarem da execução daquele que um dia ocupou o posto de rei dos piratas, posição que Luffy deseja desde o primeiro episódio de One Piece. Obviamente, o protagonista não morreu, sendo salvo por um grande plot twist.
A pior
Enquanto no arco de Loguetown tivemos uma das cenas mais marcantes dessa fase do anime, as coisas mudam de figura alguns episódios depois. No arco de Whiskey Peak, a tripulação dos Chapéus de Palha já está na Grand Line, após terem cruzado a Montanha Reversa e se encontrarem com Laboon. Na nova ilha, eles conhecem um grupo extremamente amigável que os recepciona com comida, bebida e música. Contudo, aos poucos eles percebem que tudo se trata de um “boa noite Cinderela” aplicado por uma horda de caçadores de recompensa. Novatos, a tripulação dos Chapéus de Palha cai facilmente no golpe e seu espadachim precisa lutar para defendê-los. Sozinho, Roronoa Zoro derrotou cem dos inimigos, mas não esperava pelo que estava por vir.
Luffy, que foi nocauteado, acordou e viu que seu imediato havia massacrado todas as “pessoas gentis” que lhes acolheram e decidiu cobrar explicações. Os dois começaram a discutir ferozmente e acabaram saindo na mão, em uma briga sem sentido e que não combinou com a relação criada por Zoro e Luffy desde seu primeiro encontro. Analisando separadamente e sem ter acompanhando One Piece até aquele momento, uma briga entre a dupla pode até parecer normal, mas basta assistir ao anime até aquele ponto para perceber que aquilo não fez o menor sentido.
Vale lembrar que a adaptação de One Piece, assim como qualquer outra, é passível de mudanças e novos caminhos no roteiro. Por esse motivo, pode ser que não vejamos nenhum desses momentos adaptados.