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Entrevista

Omelete entrevista O Ditador

Uma conversa franca - e cheia de ameaças - com o Almirante General Shabazz Aladeen

Érico Borgo
20.08.2012, às 22H00
ATUALIZADA EM 29.06.2018, ÀS 02H43
ATUALIZADA EM 29.06.2018, ÀS 02H43

O Omelete realiza agora sua primeira entrevista com um líder político, parte do crescimento de nossa abrangência como mídia e importância sócio-política. Conversamos com o Ditador de Wadiya, o Almirante General Shabazz Aladeen. Na conversa, ele fala sobre seu interesse na importação de supermodelos brasileiras, técnicas de tortura ecológica, a suposta gravidez anal de um famoso jogador de futebol, como lidar com trolls de Internet e ameaça a família de nosso jornalista e a Floresta Amazônica.

O Ditador

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É uma enorme honrar entrevistar Vossa Eminência. Na qualidade do site sobre política mais respeitado do Brasil, estamos muito interessados na sua opinião sobre os políticos que mudam de filiação partidária e ideais na época das eleições. Como Wadiya lida com essas pessoas?

Eu tenho uma maneira simples de fazer com que as pessoas parem de trocar de partidos políticos... tendo apenas um partido. Mas quando eu digo "partido político" na verdade quero dizer eu mesmo. Isso torna nosso processo democrático muito mais simples e elimina completamente qualquer chance de fraude eleitoral, já que as pessoas só podem votar em um candidato. Eu gostaria de ressaltar, porém, que todos em Wadiya – homens, mulheres, crianças, deficientes, gays, heteros, todo mundo - têm exatamente os mesmos direitos: Absolutamente nenhum. A propósito... eu disse "gays"? Nós, na verdade não temos nenhum aqui em Wadiya.

Já que você aprecia camelos e barbas, você pretende visitar o Brasil em breve? Nós temos inúmeras "patas de camelo" e líderes barbados aqui.

Na verdade, eu prefiro que o Brasil me visite. Eu envio com regularidade meus olheiros às casas noturnas brasileiras para que eles paguem drinques às suas supermodelos. É curioso que, logo depois, elas costumam cair em um sono profundo... e quando acordam estão sempre no meu palácio em Wadiya - e desprovidas de seus passaportes e sempre vestindo apenas suas roupas íntimas!

Recentemente tivemos aqui a Rio+20, uma continuação da Eco '92, um encontro no Rio de Janeiro que discutiu o futuro do planeta e a sustentabilidade. Qual é a posição de Wadiya sobre esse assunto?

Eu sou um grande ambientalista! Wadiya é totalmente verde! Como exemplo de nossas práticas, quando cometemos genocídio, enterramos todos os mortos em um único “eco-cova”. Além disso, todos os nossos instrumentos de tortura funcionam com energia solar e quando temos que nos livrar de jornalistas ocidentais nós os reciclamos - na verdade, para cada cabeça que cortamos, plantamos uma nova no solo. E tomamos muito cuidado com nossa pegada ecológica, especialmente com nosso urânio enriquecido.

Se alguém visitasse Wadiya e só tivesse um dia para conhecer os pontos turísticos, o que deveria ver?

Sim, por favor. Todos deveriam vir a Wadiya. É um lugar lindo. Estamos a apenas 7 mil quilômetros do Brasil, bem ao alcance de um voo de míssil SCUD. Pra chegar aqui é muito fácil! Pegue um voo a qualquer lugar do planeta, o sequestraremos e o traremos aqui. A não ser que você seja uma dessas modelos da Victoria’s Secret que vocês têm por aí. Nesse caso, como já expliquei, nós mesmos a pegaremos aí. Quanto às atrações turísticas, temos várias. Recém-inauguramos o Museu da Intolerância - Mel Gibson esteve aqui para a abertura mês passado. Mas se preferir, há muita areia para as crianças brincarem ou para você enterrar sua ex-esposa. Temos uma população entre 5 e 6 milhões, dependendo do meu humor, e nossos principais produtos de importação são Lamborghinis, cientistas nucleares e comissárias de bordo atraentes, que sequestramos ao redor do globo.

Que personalidades estão na sua lista de tortura pessoal?

Megan fox deveria tomar cuidado... ela está grávida e andou dizendo que o filho é meu. Eu ficaria muito surpreso se ele for meu filho mesmo... seria a primeira concepção anal da história. Não vou dizer mais a respeito... sou um cavalheiro, afinal... mas se ela ficou grávida, Alessandra Ambrosio também ficou. E o Ronaldo. Várias vezes.

O Omelete tem um problema série de trolls de internet. Vossa Excelência nos concederia algumas valiosas dicas de como lidar com esse problema?

Quando temos qualquer problema com a Internet aqui, imediatamente a congelamos e interrogamos todas as cinco pessoas que têm acesso a ela. A Internet, afinal, foi a grande causadora da Primavera Árabe. E eu avisei Mubarack: "se você quer mesmo ter Wi-Fi no seu palácio, pelo menos coloque uma porra de uma senha nela". Ele devia ter prestado atenção. Mas essa coisa toda da Primavera Árabe na verdade não passa de modinha, como a Dieta Atkins ou os Direitos Humanos.

"Wadiya" em português tem o mesmo som de "vadia". Algo a declarar?

Que interessante. Você sabia que aqui em Wadiya, as palavras para "sim" e "não" são a mesma? Trocamos ambas por "Aladeen". Então se você está perguntando se sua família está a salvo, a resposta é “Aladeen”.

Se um filme sobre Vossa Excelência foi feito, quem deveria vivê-lo?

Como assim "se" um filme sobre mim for feito?! Um filme FOI feito. Por que você acha que eu aceitei falar com você? Você deveria tomar muito cuidado ao me deixar nervoso... você acha que a sua Floresta Amazônica está desaparecendo lentamente? Pois saiba que ela está a um botão de distância da completa aniquilação. Em 30 segundos eu poderia limpar aquilo tudo. Em tempo, se uma continuação for feita, eu obviamente gostaria que Mel Gibson me interpretasse.

O Ditador estreia em 17 de agosto no Brasil.

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