Resgate

Créditos da imagem: Netflix/Divulgação

Netflix

Crítica

Resgate

Novo longa de Chris Hemsworth conta com ação frenética e de tirar o fôlego, além de confirma nova fase do gênero em Hollywood

Fábio de Souza Gomes
28.04.2020
11h52
Atualizada em
28.04.2020
12h08
Atualizada em 28.04.2020 às 12h08

Resgate é o tipo de filme feito pra quem gosta de ação: frenético, de tirar o fôlego e com ótimas cenas de luta. O roteiro é bem simples, mas é bom o suficiente para sustentar uma história cujo o foco principal é justamente as cenas onde o protagonista Chris Hemsworth está no campo de batalha. 

O roteiro, que foi escrito por Joe Russo (um dos diretores de Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato), mostra a história de Tyler Rake (Hemsworth), um mercenário que já perdeu tudo e é contratado para resgatar o filho de um chefão do crime da Índia que foi sequestrado por um rival. Nada muito complicado, mas coerente o suficiente para criar uma história que deixa o público preso na cadeira. 

Para direção foi escalado Sam Hargreave, que antes de se arriscar no comando de um filme era conhecido como dublê de Chris Evans em Capitão América: Soldado Invernal e, eventualmente, virou coordenador de dublês da Marvel. Por conta dessa experiência, o cineasta foca na sua especialidade que é criar cenas de ação intensas e faz isso com sucesso. Assim como John Wick, filme que também foi dirigido por ex-dublês, o longa faz o possível para mostrar a ação de perto com o mínimo de edição possível e, com isso, cria momentos impressionantes. 

O melhor deles é uma cena de perseguição de aproximadamente 12 minutos, que conta com carros, escadas e muita luta. O cineasta filma de uma maneira que parece ser um grande plano sequência e utiliza o mínimo de cortes possível, valorizando o trabalho de Hemsworth junto com a equipe de dublês - que brilha desde a primeira cena de luta. 

O roteiro simples é bom o suficiente para não sufocar o longa com uma cena de ação atrás da outra - o que eventualmente o deixaria cansativo. Os dramas de Tyler e do garoto que deve resgatar são mostrados de uma maneira simples, mas funcional, e ajudam a criar o clima para a próxima grande cena de tiro e/ou luta. 

Fica cada vez mais claro que John Wick abriu uma nova fase para o gênero de ação. Com ex-dublês no comando, os filmes têm se preocupado em passar o máximo de realismo possível e Resgate é mais uma consequência desse novo momento de Hollywood. E quem é fã não poderia ficar mais satisfeito com isso. 

Nota do Crítico
Ótimo