Cena de Parasyte: The Maxim

Créditos da imagem: Divulgação/Madhouse

Netflix

Crítica

Parasyte: The Maxim

Adaptação do premiado mangá de Hitoshi Iwaaki propõe discussões filosóficas em uma viciante trama cheia de ação

Load Comics
22.05.2020
11h41
Atualizada em
22.05.2020
12h57
Atualizada em 22.05.2020 às 12h57

Parasyte: The Maxim é uma adaptação do mangá publicado nos anos 1990, escrito e ilustrado por Hitoshi Iwaaki. A obra foi um grande sucesso de público e crítica, vencendo até mesmo prêmios como o de Melhor Mangá pelo Kodansha Manga Awards em 1993, e pelo Seiun Awards em 1996. Essa história tão consagrada só virou anime em 2014, em uma série animada que chegou à Netflix em maio e faz valer cada episódio.

Neste universo, uma raça alienígena chega à Terra. Pequenos, eles agem como parasitas, se hospedando em corpos humanos. Seu plano consiste em dominar a cabeça para controlar o corpo e conviver entre as pessoas. Dentre as vítimas dessa invasão está Shinichi, um estudante do ensino médio que sofre uma tentativa de invasão por um dos parasitas enquanto dormia. A criatura tentou invadir seu cérebro, mas falhou, conseguindo apenas ficar em sua mão direita. Chamando-se de Migi, a criatura invade a vida do rapaz e dá início a uma espiral de tragédia e mistério sobre o que são parasitas e os humanos.

O enredo é muito bem construído e toca em muitos tipos de discussões filosóficas, principalmente sobre o verdadeiro sentido da vida e a relação do ser humano com a natureza. No anime nós não estamos no topo da cadeia alimentar. Os parasitas nos utilizam da mesma forma que nós usamos outros animais, uma reflexão marcada pela frase “talvez os humanos sejam as coisas mais próximas de demônios’’. Porém, a obra não está tentando responder às perguntas, mas deixá-las para o público refletir e chegar às suas próprias respostas.

O anime foi produzido pela Madhouse, o mesmo estúdio que fez a primeira temporada de One Punch Man, Death Note, Monster, entre outros. Como de costume, fez um ótimo trabalho com a arte e direção. A animação tornou os personagens mais modernos em comparação ao mangá, e mesmo assim se manteve fiel àobra original. Um dos destaques está nas cenas de luta. Elas são intensas, fluidas, e pode ter certeza que não censuram nada.

Parasyte: The Maxim é um daqueles animes que mantém o público viciado do começo ao fim. Cheio de ação, com uma tensão agradável, e ótima dinâmica entre os personagens, a produção sempre deixa o gosto de “quero mais”. É um ótimo material que faz jus à sua jornada de 24 episódios. Se você está procurando algo fora da sua zona de conforto, ou apenas procurando algo novo para assistir, esse anime é altamente recomendado. Após o primeiro episódio, os cliffhangers o te fazem entrar neste universo e é altamente possível que você assista um episódio atrás do outro sem parar.

Nota do Crítico
Ótimo