Amor com Data Marcada

Créditos da imagem: Divulgação

Netflix

Crítica

Amor com Data Marcada

Apesar dos clichês, filme natalino conquista por sua trama simples e se torna uma boa surpresa da Netflix

Juliana Melguiso
10.11.2020
18h13
Atualizada em
10.11.2020
19h30
Atualizada em 10.11.2020 às 19h30

Anualmente, a Netflix renova a tradição de “presentear” seu catálogo com os mais diversos tipos de produções natalinas. Enquanto alguns títulos se mostram de qualidade questionável, muitas vezes o público se depara com gratas surpresas, como é o caso de Amor com Data Marcada

Assim como boa parte das comédias românticas, a trama é bem simples e recheada de clichês. Quando Sloane (Emma Roberts), cansada de estar sozinha nos feriados, encontra Jackson (Luke Bracey) em uma loja abarrotada logo após o Natal, ela vê a oportunidade de fugir dos holofotes e não ser zoada como a solteirona da família durante as celebrações do ano. 

Os dois estranhos resolvem então fazer um acordo: acompanhar um ao outro em todas as festas do ano, apelidados como “ferigatos” no longa, e evitar qualquer envolvimento sentimental ou  amizade colorida. Aqui os clichês são bem-vindos — como a ideia da protagonista de não se envolver e esconder seus sentimentos, o momento de separação, entre outros — e acabam se tornando uma parte essencial da narrativa do filme, que vai desde o humor escatológico até referências a clássicos do gênero, incluindo uma cena divertida ao som de “(I've Had) The Time of my Life”, que remete tanto a Dirty Dancing - Ritmo Quente quanto ao mais recente Amor a Toda Prova

Outro ponto positivo é a química entre o casal de protagonistas. Por sua atuação, Roberts se sobrepõe, mas fica visível que a dupla se entrega por igual e rende  momentos absurdamente engraçados. Aliás, com bagagem em outras comédias românticas, ela finalmente se consolida como uma das rainhas do gênero na atualidade. É divertido ver a atriz fazendo suas caras e bocas na tela, mas é na forma como ela expõe seus dilemas amorosos que faz com que muitos se identifiquem com sua personagem. 

No quesito coadjuvantes, é nítida a tentativa de dar a eles seus momentos de glória, mas as atuações de Jessica Capshaw e Kristin Chenoweth, respectivamente a irmã e a tia da protagonista, acabam ofuscadas, sendo muitas vezes desnecessárias e sem muita influência na trama principal. 

Apesar de cativantes, ao longo do filme, as situações bizarras dos protagonistas a cada feriado acabam se tornando um pouco repetitivas. É como se fosse necessário entregar um “acidente” a cada ponto alto do longa, o que não contribui para o ritmo da narrativa. Com isso, o terceiro ato se apressa para chegar o quanto antes em sua conclusão, logo após o clímax da famosa briga por um mal entendido — uma regra sagrada  nos filmes do gênero —, e quebra parte de seu encanto.

Ainda assim, Amor com Data Marcada é leve e despretensioso, e segue à risca a narrativa clássica das comédias românticas, abraçando sua mesmice e entregando uma ótima diversão para assistir na quarentena, no Natal, ou quando você precisar sorrir um pouco.

Amor com Data Marcada
Holidate
Amor com Data Marcada
Holidate

Ano: 2020

País: EUA

Duração: 1h 43min min

Direção: John Whitesell

Roteiro: Tiffany Paulsen

Elenco: Luke Bracey, Emma Roberts, Kristin Chenoweth

Nota do Crítico
Bom

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