A Princesa e a Plebeia: Nova Aventura

Créditos da imagem: Divulgação

Netflix

Crítica

A Princesa e a Plebeia: Nova Aventura

Vanessa Hudgens acerta mais uma vez em filme natalino óbvio, mas encantador

Camila Sousa
24.11.2020
17h22

O brasileiro que cresceu assistindo a filmes na Sessão da Tarde sabe bem identificar uma história clichê. A familiaridade é um tipo de conforto e é fato que as produções clichês têm seu espaço - especialmente em dias que o espectador não quer pensar muito, apenas ver um lindo final feliz em tela. Já disponível na Netflix, A Princesa e a Plebeia: Nova Aventura segue a cartilha do primeiro filme e entrega uma história água com açúcar de qualidade.

Pensando em atrair todos os públicos, o longa de Mike Rohl (When Calls the Heart) começa fazendo um resumo da história anterior, garantindo que todos vão entender o ponto de partida. Aqui, Margaret (Vanessa Hudgens) se tornou herdeira do trono após a renúncia de seu primo (uma piscadela para a história da realeza britânica) e não conseguiu dar andamento em seu relacionamento com Kevin (Nick Sagar). O novo filme começa exatamente quando Stacy (Hudgens novamente) bola um plano para reunir o casal antes da coroação da nova rainha.

A partir dos 35 minutos de filme, já fica bem óbvio tudo o que vai acontecer: como Stacy vai deixar sua própria relação de lado para cuidar de Margaret, as trocas de identidades (acrescendo aqui um terceiro papel de Hudgens, como a prima Fiona), um personagem próximo da rainha que parece bem fofo, mas na verdade só é interesseiro mesmo. Tudo está ali e o filme termina exatamente como o esperado. O que traz brilho para a produção é como a história é conduzida. 

Mesmo repleto de clichês, A Princesa e a Plebeia: Nova Aventura encaixa nuances que fazem a diferença. A sequência tem o objetivo de mostrar o que vem depois do clássico “final feliz” e, dentro disso, discute o cerne de relacionamentos amorosos e de família. Como lidar com diferenças dentro de um casamento? Será que uma relação que requer mais esforço tem mais tendência a dar errado do que um namoro que, teoricamente, é mais fácil? Como lidar com ciúmes entre membros da família? O longa nem de longe quer mergulhar profundamente em nada disso, mas os ganchos estão lá para quem quiser pensar mais sobre eles.

Tudo isso funciona pela dedicação de Vanessa Hudgens em interpretar três papéis diferentes. É visível que a atriz muda de postura, expressão, jeito de falar e até de olhar em cada uma das posições. Indo além, como o longa trata também da troca de papéis, em vários momentos Hudgens interpreta uma personagem que se passa por outra e isso também fica perceptível. Ainda que tudo se resolva facilmente no universo de A Princesa e a Plebeia, o público embarca na veracidade transmitida por Hudgens e releva uma ou outra conveniência de roteiro.

Uma boa experiência com filmes e séries tem a ver com criar a expectativa certa. A Princesa e a Plebeia: Nova Aventura não tem grandes discussões sociais sobre o papel da realeza, nem quer se aprofundar demais em temas difíceis. O objetivo aqui é entregar 1h30 de lindos figurinos, cenários encantadores e personagens cujos problemas são resolvidos rapidamente. Para quem quer apenas sonhar com um mundo mais simples, é o filme certo.

A Princesa e a Plebeia: Nova Aventura
The Princess Switch: Switched Again
A Princesa e a Plebeia: Nova Aventura
The Princess Switch: Switched Again

Ano: 2020

País: EUA

Duração: 1h 36min min

Direção: Mike Rohl

Roteiro: Megan Metzger, Robin Bernheim

Elenco: Nick Sagar, Vanessa Hudgens, Sam Palladio

Nota do Crítico
Bom

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