Imagem de Trevor Belmont e Sypha Belnades na quarta temporada de Castlevania

Créditos da imagem: Divulgação/Netflix

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Castlevania | Temporada final do anime tem início sangrento e intrigante

Quarta temporada chega à Netflix nesta quinta-feira (13)

Gabriel Avila
12.05.2021
16h23

Castlevania se mostrou uma das mais bem-sucedidas produções originais da Netflix. Unindo a rica mitologia dos games com uma narrativa instigante e repleta de violência, o anime fez bonito ao longo de suas três temporadas ao construir um impactante conflito contra o Drácula e ter a sabedoria para manter a história interessante após a derrota do vilão. Chegando ao seu quarto e último ano, a produção aposta todas as fichas em sua sanguinolência característica e em um embate definitivo contra as forças do mal.

Após assistir aos três primeiros episódios, é difícil não ter grandes expectativas para a conclusão da série. Logo nos minutos iniciais, a animação entrega um sangrento e divertido lembrete do por que Castlevania se tornou tão amada pelo público. A jornada de Trevor Belmont e Sypha Belnades após os traumáticos eventos da temporada anterior traz a violência de volta em grande estilo, com o casal mais experiente no uso de suas habilidades. Somado ao senso de humor sarcástico da dupla, é uma boa recepção que traz um belo contraste com a melancolia do terceiro membro dos mocinhos.

Traumatizado após matar seu próprio pai e ser traído por dois aliados próximos, Alucard caiu de cabeça em um estilo de vida mais desleixado e até destrutivo. Se a conclusão do ano anterior apontava que o dampiro - nome dado a híbridos de vampiros e humanos - seguiria os passos do pai em uma cruzada para encerrar a humanidade, a verdade é que ele voltou a um estado de solidão que não faz nada bem. O inesperado pedido de socorro que recebe não poderia chegar em momento melhor, já que a falta de propósito claramente afeta o rapaz que não sabe que caminho seguir.

Se o núcleo dos heróis recebe novos objetivos na reta final de Castlevania, o mesmo pode ser dito dos vilões. Apesar de parecerem unidas pelo objetivo de dominar a Europa ao fim da terceira temporada, agora Carmilla e suas aliadas vampiras demonstram rachaduras internas. As diferentes visões das vilãs criam possibilidades importantes para o andar da temporada, já que até então agiam em conjunto apesar das discordâncias,.

Possibilidades que são potencializadas pela quase iminente volta de Drácula. Sugerido em diversos momentos do ano anterior, o retorno de Vlad Drácula Tepes promete ser o catalisador que vai unir todas essas tramas paralelas. Com sua sombra rondando praticamente todos os núcleos, é curioso notar como heróis e vilões lidam com a mera possibilidade de seu regresso ao mundo dos vivos.

Na parte visual, a animação segue fazendo bonito. Recheados de ação, os capítulos iniciais não deixam a desejar ao trazer um verdadeiro espetáculo visual que mantém o bom trabalho do estúdio Powerhouse Animation. É especialmente recompensador perceber a evolução de personagens - especialmente Trevor e Sypha, que protagonizam o maior número de batalhas nesta reta inicial.

O verdadeiro problema está no andamento da história. A narrativa de Castlevania sempre se mostrou satisfatória ao escolher sabiamente como entregar seus momentos impactantes ao espectador, misturando sensações como urgência, melancolia e até humor de uma forma que engrandece a experiência. Porém, o início de sua última temporada sofre com um ritmo inconsistente, que por vezes não realiza essa transição de forma fluida, prejudicando o efeito de eventos que deveriam ser mais impressionantes.

Apesar deste contratempo, o início do fim de Castlevania é tudo o que os fãs esperavam: sangrento, divertido e prepara para a conclusão apoteótica que o anime merece. Com dez episódios, a temporada final chega à Netflix nesta quinta-feira (13).

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