“Ter uma mulher negra na liderança é revigorante", diz atriz de Bridgerton
Golda Rosheuvel e Adjoa Andoh conversaram com o Omelete sobre a quarta temporada da série
Mesmo depois de quatro anos em Bridgerton, Golda Rosheuvel e Adjoa Andoh, intérpretes da Rainha Charlotte e da Lady Agatha Danbury, continuam valorizando a posição de suas personagens na história da série.
“Ter mulheres bem no coração da história, conduzindo a narrativa, é revigorante. Ter duas mulheres negras nessas posições é revigorante", reforçou Andoh em entrevista ao Omelete. “É divertido interpretar, fazemos isso há muito tempo. É ótimo exercitar esses músculos da atuação de uma maneira grandiosa, com um material excelente que muitas pessoas ao redor do mundo vão ver", comemorou a atriz.
A intérprete da Lady Danbury também ressaltou a mensagem que o público de Bridgerton pode receber. “Espero que estejamos enviando uma mensagem para as mulheres de que sabemos o quanto vocês trabalham duro, sabemos o quanto vocês estão equilibrando tudo o tempo todo e nós as saudamos o dia inteiro. É um pequeno carinho para vocês", declarou.
Golda Rosheuvel concordou com a colega de elenco. “E é tão lindo criar espaço para as pessoas que estão vindo atrás de nós e também aprender com aqueles que estão surgindo. Como Adjoa diz, há espaço para todos nesta série", afirmou.
Confira a entrevista completa do Omelete com Golda Rosheuvel e Adjoa Andoh sobre a 4ª temporada da série, que estreia a Parte 1 em 29 de janeiro:
Omelete: É um prazer falar com vocês duas, vocês duas são minhas rainhas. E eu estava me perguntando, depois de tantos anos trabalhando juntas, gravando e fazendo entrevistas, o que vocês mais admiram uma na outra?
Adjoa: Eu admiro o senso de malícia da Golda. E a diversão, o atrevimento, a brincadeira. Existe uma criança travessa de quatro anos dentro da Rainha.
Golda: Acho que as duas, ambas somos muito travessas no set.
Adjoa: Sim. E acho que vindo de onde viemos, como o teatro, e tendo esse tipo de base artística por trás de nós, é muito natural estarmos em um mundo de brincadeira e abordarmos esse material a partir de um mundo de brincadeira. Porque no teatro você faz isso todas as noites e supõe-se que seja diferente, sabe o que quero dizer? Você tem um público diferente, então isso mantém você alerta.
Golda: Você mantém o frescor. E também há algo sobre levar o trabalho a sério, mas não se levar a sério.
Adjoa: Sim, exatamente.
Omelete: Isso é muito importante. Adjoa, tem uma fala que a Lady Danbury diz no primeiro episódio que é: "talvez os deuses gregos ainda estivessem no comando se Zeus fosse uma mulher". E eu amo isso. E acho que é tão simbólico termos a Rainha Charlotte e Agatha liderando as conversas da alta sociedade na série. Então, para vocês duas, qual é a melhor coisa sobre Bridgerton ser centrada em um mundo com lideranças femininas?
Adjoa: Quero dizer, é precioso, certo? Acho que em termos de narrativa que vemos em geral, em todos os diferentes filmes, TV, streamings e tudo mais, ter mulheres centradas bem no coração da história, conduzindo a narrativa, é revigorante. Ter duas mulheres negras nessas posições é revigorante. Mas também dizer que todas as mulheres, todas as mulheres negras, todas as pessoas, são bem-vindas a essa mudança na dinâmica. É divertido interpretar, fazemos isso há muito tempo. É ótimo exercitar esses músculos da atuação de uma maneira grandiosa, com um material excelente que muitas e muitas pessoas ao redor do mundo vão ver. E espero que estejamos enviando uma mensagem para as mulheres de que sabemos o quanto vocês trabalham duro, sabemos o quanto vocês estão equilibrando tudo o tempo todo e nós as saudamos o dia inteiro. É um pequeno carinho para vocês.
Golda: Eu amo também a forma como temos todas as gerações em nossa série. E eu amo trabalhar com nossos jovens artistas. De Florence e Will... até a nossa geração. E é tão lindo criar espaço para as pessoas que estão vindo atrás de nós e também aprender com aqueles que estão surgindo. Como Adjoa diz, há espaço para todos nesta série.