Entenda o final de A Mulher na Janela

Créditos da imagem: Netflix/Divulgação

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Entenda o final de A Mulher na Janela

Suspense lançado na Netflix cria confusões e é recheado de reviravoltas

Julia Sabbaga
18.05.2021
10h52

O novo filme de Amy Adams que chegou há pouco na Netflix, A Mulher na Janela, tem criado polêmicas. Cheio de reviravoltas e confusões, o suspense dirigido por Joe Wright lembra longas como A Mulher no Trem, em que a protagonista não é exatamente das mais confiáveis. Para ajudar os fãs que ficaram confusos com aquele desfecho, destrinchamos abaixo cada um dos acontecimentos da reta final do suspense. 

[Cuidado com spoilers abaixo]

A Mulher na Janela apresenta nossa protagonista, Anna Fox (Adams), já deixando claro que sua perspectiva não é lá das mais confiáveis. A psicóloga infantil é agorafóbica, toma antidepressivos e mistura os medicamentos com álcool, algo reiterado diversas vezes por ser perigoso e causar alucinações. Com novos vizinhos se mudando para o apartamento da frente, Anna passa os dias acompanhando a chegada dos Russels até que recebe visitas de Ethan (Fred Hechinger), o filho da família, e de outra mulher (Julianne Moore) que presume ser Jane, a matriarca.

Acontece que poucos dias depois, Anna testemunha o assassinato daquela suposta Jane Russel, vendo pela janela enquanto a mulher leva uma facada no estômago. A visão não revela quem seria o assassino, mas dado o comportamento violento do pai da família, Alistair (Gary Oldman), Anna passa a investigar o acontecimento com apenas ele como suspeito em mente. 

Quando Anna faz sua acusação formal à polícia, no entanto, Jane aparece viva e com outro rosto (Jennifer Jason Leigh). Seria possível que a Jane que a visitou há poucos dias fosse uma alucinação? A que ponto a confusão de Anna a levou?

Com o desenrolar do trama, descobrimos que a família de Anna, com quem vemos a protagonista conversar diversas vezes, está morta, desde um acidente veicular em que ela estava dirigindo. A revelação põe em questão todas as crenças da protagonista - e portanto às nossas -, e assim a história desanima Anna, que resolve parar de questionar todos ao seu redor. A personagem se desculpa por suas confusões e presume que alucinou aquela outra Jane, com quem passou uma noite agradável jogando cartas.

O desfecho

Anna fica tão devastada com suas próprias confusões que contempla suicídio, chegando a gravar um vídeo final em seu celular. O momento, no entanto, a leva à principal descoberta da trama: ela acha em seu aparelho uma foto na noite que passou com Jane, e vê em um reflexo a prova concreta de que aquela mulher realmente esteve em sua casa.

É aí que o filme passa por uma série de reviravoltas. Ao mostrar a foto ao seu inquilino, David, Anna aprende do sujeito que aquela mulher se chama Katie, e é a mãe verdadeira de Ethan que persegue a família há anos. Bem quando a verdade parece estar sendo revelada, David é atacado por Ethan, aquele ingênuo e simpático filho dos Russels.

Em uma cena confissional, Ethan revela ter assassinado tanto Katie quanto uma antiga funcionária de Alistair, e que sua próxima vítima seria Anna. Após um longo conflito violento, Anna consegue empurrar Ethan de uma clarabóia do prédio e acaba no hospital, onde recebe um pedido de desculpas do policial que desconfiou de sua sanidade. 

O final de A Mulher na Janela é confuso por alguns elementos utilizados exatamente para deixar o espectador desconfiado de tudo e todos. A obsessão de Katie, que a fez assinar "Jane Russell" em um desenho, é uma das pistas usadas apenas para desviar nossa atenção e a inexplicável liberdade condicional de David, explicitada sem motivo, são alguns dos elementos questionáveis da trama. No final das contas, o suspense da Netflix era obra de um simples psicopata. 

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