7 Prisioneiros | Rodrigo Santoro se dublou nas versões em inglês e espanhol

Créditos da imagem: Divulgação/Netflix

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7 Prisioneiros | Rodrigo Santoro se dublou nas versões em inglês e espanhol

Longa da Netflix é protagonizado por Santoro e Christian Malheiros; veja mais curiosidades

A cozinha
17.11.2021
10h30
Atualizada em
17.11.2021
10h41
Atualizada em 17.11.2021 às 10h41

Um dos astros de 7 Prisioneiros, novo filme brasileiro da Netflix, Rodrigo Santoro emprestou sua voz ao longa mais de uma vez. 

O ator, que vive Luca, um traficante de pessoas, fez sua própria dublagem nas versões em inglês e espanhol do filme. Ele, vale lembrar, já tem uma carreira consolidada no exterior, tendo atuado em produções como Westworld e o remake de Ben-Hur. Veja a seguir outras curiosidades de 7 Prisioneiros

Gravações

As filmagens de 7 Prisioneiros foram realizadas no começo de 2020 em locações no estado de São Paulo e levaram 32 dias no total.

O nascimento do filme

O diretor e roteirista Alexandre Moratto teve a ideia da história ao assistir a uma reportagem especial sobre a escravidão moderna de dezenas de milhares de trabalhadores anônimos, obrigados a deixar a suas casas para trabalhar em empregos perigosos e exaustivos, onde são mantidos contra vontade. “Uma das imagens mais absurdas que vi foi de um jovem que havia sido literalmente acorrentado e forçado a trabalhar em São Paulo”, diz o cineasta. “E esta é uma cidade alfa em pleno século 21. Fiquei chocado ao ver isso”. 

Parceria 

O filme marca a nova parceria de Morato com Christian Malheiros, com quem já havia trabalhado em Sócrates. E Moratto escreveu especialmente para o ator o papel de Mateus, rapaz que é forçado a trabalhar contra sua vontade. "Eu queria explorar um lado diferente dele, um lado mais estoico e rústico”, diz o diretor. Para conseguir “entrar” ainda mais no personagem e dar vida a Mateus, Christian saiu de sua zona de conforto e passou um tempo vivendo no campo a fim de ver e sentir na pele como é ser um trabalhador rural.

Humanização

Enquanto escrevia o roteiro, Moratto acabou expandindo a história de Luca. “Eu pensei: e se nós conhecêssemos a família desse cara? E se ele fosse promovido? Luca começou a se tornar fascinante para mim”, conta. Por isso as famílias dos personagens principais são mostradas no decorrer do longa - mostrando que, por trás de todas as pessoas existem diversas camadas.

A amizade com Fernando Meirelles

Moratto tem uma história com Fernando Meirelles, que produz seu novo filme. O primeiro “encontro” da dupla ocorreu na escola onde Moratto, com 14 anos na época, estudava. Meirelles mestava no local para dar uma palestra: “Achei muito generoso da parte dele dedicar um tempo a nós. E, enquanto ele conversava com o último garoto, eu sabia que ele estava pronto para ir embora porque tinha passado a manhã toda conosco. Mas ele foi muito paciente, quando eu entrei na sala, e ele não saiu. Aí eu disse: 'Meu nome é Alexandre Moratto e quero ser cineasta'. Lembro que ele abriu um largo sorriso”. Não muito tempo depois, Meirelles se tornaria colaborador artístico em Sócrates. Quando chegou a hora do jovem cineasta lançar seu segundo projeto, 7 Prisioneiros, um drama mais ambicioso e com uma equipe maior, Meirelles embarcou na empreitada com sua produtora, a O2 Filmes. “É fácil trabalhar com ele. Ele ouve e compartilha as ideias que tem. Ele é maduro criativamente. Eu me preocupo muito com a sociedade e com o rumo que nosso mundo está tomando. E o Alex tem essas mesmas preocupações”, conta Meirelles.

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