Arte do festival Time Warp/Divulgação

Créditos da imagem: Time Warp/Divulgação

Música

Notícia

Time Warp | Techno e house da Alemanha para o Brasil

Festival acontece pela segunda vez em São Paulo nos dias 15 e 16 novembro

Jacídio Junior
12.11.2019
00h52
Atualizada em
12.11.2019
01h04
Atualizada em 12.11.2019 às 01h04

O Time Warp é considerado ao redor do mundo um dos festivais que melhor representa o techno e house. Realizado anualmente na Alemanha, na cidade de Mannheim, e sempre com um line up que transita entre o clássico e a vanguarda da música eletrônica, fazer parte do evento como atração ou audiência é algo que sempre gera expectativa.

Com toda essa tradição em perspectiva, o evento iniciou sua caminhada no Brasil em 2018, com uma edição no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, e em 2019 repete a dose com alguns dos nomes mais importantes da música eletrônica se apresentando no festival nos dias 15 e 16 de novembro.

Para falar um pouco sobre como funcionou a vinda do festival para o Brasil e também sobre o que os visitantes podem esperar para esta nova edição, Guga Trevisani e Marcelo Arditti, da Entourage (marca responsável por trazer o festival ao Brasil), contam o alguns pontos importantes do Time Warp Brasil.

Logo de entrada, um dos detalhes mais interessantes para compreender sobre o Time Warp é a sua ligação com a cultura da música eletrônica na Alemanha e na Europa. O festival, que é um dos mais tradicionais do segmento, tem como marca registrada sua realização em um local estratégico (galpões) e com público cativo. Então, como é trazer um evento com essas características tão marcantes para o Brasil e criar uma conversa entre esses lugares culturalmente tão distantes? 

Fernando Sigma/Reprodução

A dupla comenta que para que o festival fosse realizado em terras tupiniquins foi necessário investir em anos de conversa e também pensar no projeto de forma conjunta com os alemães da Cosmopop (empresa que também realiza festivais como Sonus, Connect e Love Family Park na Europa). Depois dos detalhes acertados e com tudo pronto para que o TW se tornasse um projeto de longo prazo no Brasil, era a hora de encontrar a mistura certa entre a essência e as raízes alemãs e o contexto brasileiro.

Nós trazemos uma boa parte da cenografia da Alemanha e recebemos um time de produção, que junto à nossa equipe própria, realiza a produção do festival. Uma diferença que podemos citar no processo de adaptação ao Brasil é o nosso palco Open Air (na Alemanha o festival é totalmente indoor), onde tivemos sets e momentos memoráveis na primeira edição e receberemos headliners muito interessantes neste ano”, destacam.

Com certeza é quase impossível pensar em um festival realizado no Brasil, com o clima e os dias ensolarados que temos, e não ter a oportunidade de dançar ao ar livre. No entanto, algo que salta aos olhos da produção montada no Sambódromo em 2018 e que será reprisada este ano é cenografia do espaço The Cave. Um local fechado, replicando um ambiente totalmente fechado e com uma iluminação única.

Sobre esse conceito, Trevisani e Arditti comentam que a cenografia, vinda da Alemanha, é um dos pontos de conexão entre a montagem brasileira e a realizada em Mannheim. “Como lá o festival é todo fechado, nós precisamos chegar a uma solução que replicasse a experiência no Sambódromo. Junto à nossa equipe de engenharia, construímos toda a tenda do palco principal para emular esse espaço indoor, com uma pista imersiva repleta de cenografia e tecnologia de LED e iluminação de ponta a ponta”. O resultado é um espaço imersivo e que lembra muito um clube gigantesco com uma mistura impressionante de luzes e som.

Jorge Alexandre/Reprodução

O line-up e a experiência para a edição 2019

O Time Warp criou sua história não só com base na qualidade da entrega do evento, mas também graças à seleção artística que surpreende e carrega o público por meio de uma mistura interessante entre o novo e o clássico. No Brasil não é diferente, a dupla de organizadores destaca que o TW “tradicionalmente constrói uma relação de longo prazo com os artistas que se apresentam em suas edições. Assim, nomes como Sven Väth, Richie Hawtin e Ricardo Villalobos tocam no festival há mais de 20 anos”.

Para a edição brasileira de 2019 a escalação traz esse importante pilar que integra a história do festival com nomes como Amelie Lens, Peggy Gou, Honey Dijon, The Black Madonna, Eli Iwasa, L_cio, ANNA, Ricardo Villalobos, Richie Hawtin, entre outros. Uma mistura bem equilibrada entre peso e melodias que poderá ser presenciada no Sambódromo do Anhembi, nos dias 15 e 16 de novembro. Os ingressos ainda estão à venda e podem ser encontrados no site do evento.