The Strokes - É Isso
The Strokes - É Isso
De
tempos em tempos a música alternativa americana resolve eleger novos queridinhos
que prometem revolucionar o rock and roll nos tempos por vir. Algumas
poucas vezes conseguem acertar, como no caso do Nirvana e seus parceiros
do grunge. Outras vezes o acerto é parcial, como aconteceu já várias vezes com
bandas aclamadas e de pouca vendagem (notoriamente representadas pelo Velvet
Underground e mais recentemente - pero no mucho - pelos excelentes Sonic
Youth e Pavement). Mas na maioria das vezes o que se vê são tiros
que passam longe de qualquer alvo, acabando por acertar apenas o bolso de alguns
poucos desavisados chupadores de crítica. Foi o que aconteceu mais recentemente
no chamado new metal ou naquele pós-punk bubblegum escroto do
Green Day.
Estamos num tempo de produção musical de qualidade, mesmo do lado de cá do Atlântico. Nomes como Stephen Malkmus, Yo La Tengo, Beck e R.E.M. insistem em provar que o norte-americano não é tão culturalmente mediano quanto costumamos pintar. Na Europa, a qualidade está andando a passos largos e firmes com a ascensão de Coldplay, Radiohead, Travis, Belle and Sebastian, Super Furry Animals, Björk, Spiritualized (que ressurge este ano com CD novo) e um monte de outros nomes que não me chegam à cabeça agora. Então por que a mídia insiste em endeusar uma banda que tem apenas quatro músicas lançadas no mercado&qt;&
Assim são os The Strokes. Caras que chegam no palco, fazem seu show e caem fora. Sem muita firula. Caras que compõem quatro músicas e já lançam um EP (o sensacional The Modern Age). Caras que vão a Londres (fazendo o caminho inverso do sucesso) e deixam os fleugmáticos britânicos de boca aberta, babando e esperando o próximo petardo.
Seu som é incisivo. Uma porrada nos tímpanos daqueles sensíveis demais. Eles são a vertente americana do rock pós-comercial, então não me venham esperando o lirismo e o cinismo das bandas britânicas.
Com um álbum gravado a ser lançado mais para o fim do ano (o aguardadíssimo Is This It&qt;&), The Strokes continuam a rolar pelas tabelas de palcos de botecos nos grandes centros da música alternativa mundial, onde continuam a amealhar fãs de diversas estirpes, tornando sisudos críticos malvados meros fanboys em busca de autógrafos.
Assim são os The Strokes, daquele tipo que fode e cai fora, pra nunca mais dar sinal de vida. Canalhas!
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