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The Strokes - É Isso

The Strokes - É Isso

D
01.08.2001, às 00H00.
Atualizada em 09.11.2016, ÀS 20H05

De tempos em tempos a música alternativa americana resolve eleger novos queridinhos que prometem revolucionar o rock and roll nos tempos por vir. Algumas poucas vezes conseguem acertar, como no caso do Nirvana e seus parceiros do grunge. Outras vezes o acerto é parcial, como aconteceu já várias vezes com bandas aclamadas e de pouca vendagem (notoriamente representadas pelo Velvet Underground e mais recentemente - pero no mucho - pelos excelentes Sonic Youth e Pavement). Mas na maioria das vezes o que se vê são tiros que passam longe de qualquer alvo, acabando por acertar apenas o bolso de alguns poucos desavisados chupadores de crítica. Foi o que aconteceu mais recentemente no chamado new metal ou naquele pós-punk bubblegum escroto do Green Day.

Estamos num tempo de produção musical de qualidade, mesmo do lado de cá do Atlântico. Nomes como Stephen Malkmus, Yo La Tengo, Beck e R.E.M. insistem em provar que o norte-americano não é tão culturalmente mediano quanto costumamos pintar. Na Europa, a qualidade está andando a passos largos e firmes com a ascensão de Coldplay, Radiohead, Travis, Belle and Sebastian, Super Furry Animals, Björk, Spiritualized (que ressurge este ano com CD novo) e um monte de outros nomes que não me chegam à cabeça agora. Então por que a mídia insiste em endeusar uma banda que tem apenas quatro músicas lançadas no mercado&qt;&

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Assim são os The Strokes. Caras que chegam no palco, fazem seu show e caem fora. Sem muita firula. Caras que compõem quatro músicas e já lançam um EP (o sensacional The Modern Age). Caras que vão a Londres (fazendo o caminho inverso do sucesso) e deixam os fleugmáticos britânicos de boca aberta, babando e esperando o próximo petardo.

Seu som é incisivo. Uma porrada nos tímpanos daqueles sensíveis demais. Eles são a vertente americana do rock pós-comercial, então não me venham esperando o lirismo e o cinismo das bandas britânicas.

Com um álbum gravado a ser lançado mais para o fim do ano (o aguardadíssimo Is This It&qt;&), The Strokes continuam a rolar pelas tabelas de palcos de botecos nos grandes centros da música alternativa mundial, onde continuam a amealhar fãs de diversas estirpes, tornando sisudos críticos malvados meros fanboys em busca de autógrafos.

Assim são os The Strokes, daquele tipo que fode e cai fora, pra nunca mais dar sinal de vida. Canalhas!

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